Início / Versão completa
Brasil

FAB gasta mais de R$ 50 mil para comprar gaviões e evitar acidentes com aeronaves

Por O Globo. 13/05/2026 12:38 Atualizado em 13/05/2026 12:38
Publicidade

O Comando da Aeronáutica anunciou a compra de seis gaviões-asa-de-telha para ajudar a reduzir o risco de colisões entre aves e aeronaves em bases aéreas do país. A medida será usada em Natal, no Rio Grande do Norte, e em Canoas e Santa Maria, no Rio Grande do Sul, como forma de afugentar pássaros que podem provocar acidentes durante pousos, decolagens e movimentações em pistas e pátios.

Publicidade

A iniciativa se baseia na falcoaria, técnica que utiliza aves de rapina treinadas para afastar outras espécies. Segundo o Comando da Aeronáutica, o método é uma alternativa eficaz, reconhecida e empregada em aeroportos civis e militares de diferentes países.

A compra está prevista no Pregão Eletrônico nº 90010/BANT/2026, da Base Aérea de Natal, e contempla a aquisição de aves vivas da espécie Parabuteo unicinctus, nome científico do gavião-asa-de-telha. O contrato inclui transporte até o local de entrega, acondicionamento adequado e apresentação de documentação ambiental e fiscal, como anilha, nota fiscal individual, certidão de origem e registros em sistemas oficiais.

De acordo com os documentos da licitação, cada ave está estimada em R$ 8.500, com valor total de R$ 51 mil para as seis unidades. Os gaviões deverão ser juvenis e originários de criadouro legalizado.

Publicidade

A Força Aérea Brasileira já utiliza falcoaria em caráter experimental desde 2023. A escolha do gavião-asa-de-telha leva em conta características da espécie, como grande envergadura, capacidade de caça e adaptação a diferentes ambientes. A ave é capaz, por exemplo, de capturar animais do porte de uma galinha.

“O gavião-asa-de-telha é uma das espécies mais utilizadas mundialmente em programas de controle de fauna aeroportuária, em razão de seu temperamento cooperativo, elevado grau de inteligência e capacidade de atuar em diferentes condições climáticas”, informa a Força.

Ainda segundo a FAB, depois de treinado, o pássaro responde bem às instruções humanas, o que o torna adequado para operações de afugentamento em áreas sensíveis de aeródromos. A intenção é reduzir a presença de aves que possam atingir aeronaves e causar danos graves ou até acidentes.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.