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Acre

Hantavírus: após casos na Bolívia, Rio Branco reforça orientações e explica riscos da doença

Por A Gazeta do Acre. 13/05/2026 08:10 Atualizado em 13/05/2026 08:10
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Os casos confirmados de hantavírus na Bolívia acenderam o alerta e aumentaram a busca por informações sobre a doença também no Acre. Diante da repercussão, a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco reforçou as orientações de prevenção e esclareceu que, apesar de grave, a infecção é considerada rara e não apresenta risco de pandemia semelhante à Covid-19.

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No Brasil, os registros da doença estão relacionados à Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), transmitida principalmente por roedores silvestres.

Segundo o médico da Estratégia de Saúde da Família, Manoel Braga Neto, a transmissão ocorre quando pessoas entram em contato com ambientes contaminados por secreções dos animais.

“O ser humano respira esse ar contaminado e pode adquirir a doença. Os casos são mais associados a ambientes fechados e áreas rurais”, explicou.

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A contaminação pode acontecer por meio da inalação de partículas presentes na urina, saliva e fezes de roedores, principalmente em locais fechados, pouco ventilados ou infestados.

Doença pode evoluir rapidamente

Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, mal-estar e cansaço. Em situações mais graves, o paciente pode apresentar dificuldade respiratória, queda da pressão arterial e alterações cardíacas.

A Secretaria de Saúde destacou ainda que existem diferentes cepas do hantavírus circulando no mundo. A cepa Andes, identificada em países como a Argentina, possui rara possibilidade de transmissão entre pessoas.

No entanto, segundo o médico, esse cenário não ocorre no Brasil.

“Não existe registro, no Brasil ou no Acre, da cepa com transmissão inter-humana. Por isso, não há cenário semelhante ao vivido durante a pandemia da Covid-19”, reforçou Manoel Braga Neto.

Cuidados para evitar a doença

A orientação é manter ambientes limpos e ventilados, evitar acúmulo de lixo e redobrar os cuidados ao entrar em locais fechados por longos períodos.

Também é recomendado evitar contato com áreas infestadas por roedores e procurar atendimento médico caso apareçam sintomas após exposição a ambientes considerados de risco.

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