Inácio Moreira critica Bittar e pede transparência no caso da emenda de R$ 126 milhões em caso da Santa Casa
O pré-candidato ao Senado pela federação PSOL/Rede, Inácio Moreira, rebateu nesta segunda-feira, 11, as declarações do senador Marcio Bittar (PL) sobre o processo que tramita na Justiça Federal do Acre envolvendo a destinação de R$ 126 milhões em emendas parlamentares para a chamada Santa Casa da Amazônia.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Inácio contestou a fala do senador, que classificou o caso como “fofoca” e uma tentativa de adversários de vencer a disputa eleitoral “no tapetão”. Para o pré-candidato, a discussão envolve fatos concretos e exige esclarecimentos públicos.
“Fofoca, tapetão, num processo que já existe na Justiça Federal? Vamos aos fatos. O senador Marcio Bittar destinou emendas para a Santa Casa de Misericórdia, que tinha problemas técnicos para receber esses recursos. Mas seu amigo gestor usou da criatividade e conseguiu receber esses recursos. O primeiro gesto de agradecimento foi colocar uma fotografia do senador na recepção de um hospital particular. Houve uma investigação que gerou um processo. Questionado sobre esse processo, o senador disse que trata-se de fofoca de quem quer ganhar as eleições no tapetão. Ora, senador, quer jogar esse jogo? Ele tem regras e as regras são claras. Dinheiro público tem que ter transparência. O dinheiro que recebemos no tapetão é o que a gente ganha com o dinheiro que recebemos no tapetão”, declarou.
A manifestação de Inácio ocorre após repercussão de um processo da Justiça Federal do Acre que aponta supostas irregularidades na destinação dos recursos. Segundo o contexto apresentado na publicação, a entidade beneficiada, a Santa Casa da Amazônia, teria sido reativada para contornar dívidas da antiga Santa Casa de Rio Branco, mantendo o mesmo endereço e a mesma gestão, o que levantou suspeitas de confusão patrimonial.
Outro ponto é a existência de placas de divulgação institucional no hospital com referências ao senador Marcio Bittar, à ex-esposa dele e ao ex-presidente Jair Bolsonaro, prática vedada pela Constituição por configurar promoção pessoal com recursos públicos.
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