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Acre

Mailza apresenta Acre como rota estratégica para o Pacífico e tenta atrair investidores no Rio de Janeiro

Por redação O Juruá em Tempo. 14/05/2026 12:50 Atualizado em 14/05/2026 12:50
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No coração da Amazônia e cada vez mais próximo do mercado asiático. Foi com essa proposta que o Acre se apresentou, nesta quarta-feira, 14, no Rio de Janeiro, durante a abertura do evento “Vem pro Acre – Amazônia: Conexão Pacífico, Turismo e Negócios”.

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A iniciativa busca posicionar o estado como uma nova rota estratégica para exportações brasileiras, aproveitando a ligação terrestre com o Peru e o acesso ao Oceano Pacífico para reduzir custos logísticos e ampliar o comércio internacional.

O evento reúne representantes do setor produtivo, investidores, autoridades, integrantes do setor diplomático e empresários interessados em oportunidades ligadas à bioeconomia, turismo sustentável, integração sul-americana e desenvolvimento ambiental.

Acre de olho no mercado asiático

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Durante a abertura, a governadora Mailza Assis destacou a localização estratégica do Acre e afirmou que o estado pretende ampliar sua participação nas rotas comerciais internacionais.

“Estamos aqui para mostrar o potencial do Acre e despertar o interesse de investidores. Apesar da distância, nosso objetivo é aproximar o estado desses centros e revelar suas oportunidades”, declarou.

Segundo a governadora, o Acre possui mais de 2 mil quilômetros de fronteira internacional, sendo a maior parte com o Peru, além de estar conectado ao Porto de Chancay, no litoral peruano, considerado uma das principais apostas logísticas da América do Sul para acesso aos mercados asiáticos.

A expectativa é que a chamada Rota do Pacífico reduza em até 15 dias o tempo de transporte de mercadorias brasileiras destinadas à Ásia.

Economia verde e preservação ambiental

Além da logística, o discurso apresentado no evento reforçou o potencial ambiental do estado como ativo econômico. Mailza afirmou que o Acre mantém cerca de 85% da cobertura florestal preservada e vem ampliando projetos ligados à bioeconomia, créditos de carbono e energias renováveis.

“É possível extrair da preservação ambiental um modelo econômico sustentável. Temos solo fértil e grande capacidade de produção de café, cacau e açaí, além de óleos vegetais, artesanato e móveis oriundos do manejo florestal”, afirmou.

Entre os programas citados estão iniciativas de preservação ambiental e parcerias internacionais financiadas por instituições como Banco Mundial, BID, Fundo Amazônia e o banco alemão KfW.

Crescimento e integração sul-americana

O encontro também apresentou dados relacionados ao crescimento econômico acreano nos últimos anos. Segundo números divulgados durante o evento, o orçamento estadual saiu de R$ 8,9 bilhões em 2023 para uma projeção de R$ 13,8 bilhões em 2026.

Outro destaque da programação foi a defesa da integração sul-americana por meio das Rotas de Integração lançadas pelo governo federal. O chamado Quadrante Rondon conecta Acre, Rondônia e parte do Mato Grosso ao Peru e à Bolívia através da Estrada Interoceânica.

A estratégia é vista pelo governo estadual como oportunidade para ampliar exportações de produtos como café, cacau, proteína animal, madeira manejada, grãos e itens ligados à bioeconomia.

ZPE e turismo sustentável

A Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Acre também foi apresentada como ferramenta para fortalecer a competitividade do estado no comércio exterior. Em fevereiro deste ano, o governo acreano firmou acordo com a Zona Especial de Desenvolvimento de Ilo, no Peru, para facilitar operações aduaneiras e ampliar o acesso aos portos peruanos.

O turismo sustentável e o etnoturismo também aparecem entre as apostas econômicas apresentadas no evento. Artesanato indígena, biojoias, gastronomia regional e experiências ligadas à floresta foram apontados como alternativas de geração de renda associadas à conservação ambiental.

A programação do “Vem pro Acre” segue até esta quinta-feira, 15, no Rio de Janeiro, com debates sobre economia verde, inovação, logística e oportunidades de negócios na Amazônia.

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