O advogado Ruan de Mesquita Amorim, padrasto do adolescente de 13 anos apontado como autor do ataque a tiros no Instituto São José, em Rio Branco, foi liberado na noite desta terça-feira, 5, após prestar depoimento na Delegacia de Flagrantes (Defla).
Ele havia sido conduzido à unidade policial por ser o proprietário da arma de fogo utilizada no crime, que resultou na morte das funcionárias Alzenir Pereira da Silva, de 56 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 36, além de deixar outras duas pessoas feridas.
Durante o procedimento, Ruan prestou esclarecimentos à autoridade policial, assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado em seguida.
Investigação segue
A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que ficará responsável por conduzir as investigações e apurar, principalmente, como o adolescente teve acesso à arma.
O caso gerou forte repercussão no estado, com questionamentos sobre as circunstâncias que permitiram que o menor tivesse contato com o armamento.
Em nota, a defesa de Ruan afirmou que o acesso à arma ocorreu sem autorização ou conhecimento do padrasto e que ele não teve participação no crime.
O inquérito policial deve ser concluído em até 30 dias. Após esse prazo, o material será encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), que irão analisar o caso e definir as medidas cabíveis.
A defesa de Ruan é feita pelo advogado Antonio Freitas Ferreira Coelho.
O caso segue sob investigação das autoridades.

