O ataque a tiros registrado na tarde desta terça-feira, 5, no Instituto São José, no centro de Rio Branco, provocou reação de familiares de alunos e levantou questionamentos sobre a segurança nas escolas. Entre eles, o pai de uma estudante, Jessé Lemos, cobrou medidas preventivas e respostas das autoridades.
“Mas infelizmente tem duas pessoas mortas. O que vão fazer? Vão soltar uma notinha dizendo que foi acaso? Isso nunca mais vai acontecer?”, questionou.
O atentado deixou duas funcionárias mortas e uma criança ferida. O autor dos disparos é um adolescente de 13 anos, que, segundo as informações iniciais, utilizou a arma do padrasto. Há ainda a suspeita de que o jovem possa ter sido vítima de bullying, hipótese que será apurada.

Cobrança por prevenção
Jessé criticou a ausência de ações preventivas nas escolas. “Vai precisar acontecer em quantas escolas do Brasil e quantas escolas aqui do Acre para ter o despertar? Aí vem polícia, vem todo mundo, mas por que não faz um trabalho educativo, antecipado?”, disse.
Ele também relatou o impacto do caso na rotina da família e a insegurança da filha em retornar às aulas. “Eu estou aqui, só Deus sabe como eu estou. A minha filha já não quer mais estudar aqui. Agora ela vai estudar onde?”, afirmou.
O pai ainda levantou dúvidas sobre a segurança em outras instituições de ensino da capital. “Está seguro no Meta? Está seguro no Adventista? Está segura onde? A filha de cada pai que está aqui vai estar segura onde?”, questionou.

Investigação
De acordo com as informações apuradas, o adolescente efetuou disparos dentro da unidade, atingindo fatalmente duas mulheres que trabalhavam no local. Uma criança também foi baleada e encaminhada para atendimento médico.
Após o ataque, o jovem se dirigiu até um batalhão da Polícia Militar, onde se apresentou espontaneamente. A arma utilizada foi apreendida.
As circunstâncias do caso seguem sob investigação. A Polícia Civil deve apurar como o adolescente teve acesso à arma de fogo e quais foram as motivações do crime.

