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“Parece um milagre”: chegada de ressonância emociona famílias em Brasileia

Por AC24horas. 03/05/2026 08:54 Atualizado em 03/05/2026 08:54
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A chegada de um equipamento de ressonância magnética ao município de Brasiléia marca uma mudança histórica no acesso à saúde pública na região do Alto Acre. A constatação é do videomaker Kennedy Santos, do ac24horas, que esteve na cidade para acompanhar de perto o impacto da novidade na vida dos moradores.

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Até então, quem precisava de exames mais complexos, como a ressonância, era obrigado a percorrer centenas de quilômetros até Rio Branco, enfrentando custos, longas esperas e, muitas vezes, dificuldades financeiras para se alimentar ou se hospedar durante o deslocamento.

A mudança começou a ganhar rosto com histórias como a da pequena Lívia, uma das primeiras pacientes a ser chamada para realizar o exame na cidade. A avó, Edijete Souza, descreveu o sentimento como de alívio. Segundo ela, muitas famílias enfrentam uma verdadeira maratona para conseguir o diagnóstico dos filhos. “Às vezes é preciso sair daqui para Rio Branco e prolongar o dia de espera para fazer esse exame. Agora ficou muito melhor”, afirmou.

No hospital de Brasileia, o tecnólogo Maurício Lima explica que o equipamento representa mais do que conforto – trata-se de garantir dignidade. Ele relembra situações em que pacientes viajavam sem sequer ter condições de se alimentar, apenas para realizar o procedimento. “A gente já viu pessoas que só iam com o dinheiro da passagem, sem comer, só para fazer o exame. Agora isso muda”, disse.

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Além de evitar deslocamentos desgastantes, o novo aparelho permite diagnósticos mais rápidos e precisos. A tecnologia conta com protocolos específicos para diferentes doenças, como Parkinson, epilepsia, AVC e aneurismas, ampliando a capacidade de atendimento da rede pública na região.

A importância do equipamento também se reflete no relato de Ângela Maria, moradora do bairro Eldorado. Emocionada, ela destacou o impacto direto na vida de crianças que aguardam diagnóstico há anos. “Tem gente que espera anos e anos. Crianças com autismo ou TDAH precisam da ressonância para ter diagnóstico e começar o tratamento. Sem isso, ficam sem medicação, sem acompanhamento. Agora isso pode mudar”, afirmou.

Segundo representantes do governo estadual, a instalação do aparelho faz parte de uma estratégia de descentralização da saúde, iniciada ainda durante a pandemia, com o objetivo de levar serviços de alta complexidade para o interior do estado.

A proposta é reduzir distâncias e tempo de espera, garantindo atendimento mais rápido e eficaz. O modelo já vem sendo aplicado em outras regiões, como o Vale do Juruá, e agora chega ao Alto Acre.

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