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Acre

Perfil do atirador: adolescente que matou duas servidoras em escola no Acre era “silencioso” e “faltava muita aula”

Por a 06/05/2026 15:01 Atualizado em 06/05/2026 15:01
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A investigação sobre o ataque à Escola Instituto São José, em Rio Branco, busca agora compreender o comportamento do estudante de 13 anos responsável pelo atentado. O perfil traçado por educadores ouvidos pelo portal A GAZETA que conviviam com o adolescente descreve uma figura marcada pelo isolamento e pela ausência, características que, segundo o corpo docente, dificultaram a percepção de qualquer sinal de alerta.

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De acordo com o relato de um professor que presenciou o crime e dava aula para o atirador, o jovem era extremamente retraído. Sentava-se habitualmente nas últimas fileiras da sala de aula e pouco interagia. “Ele era muito calado, quase não era notado”, descreveu um dos educadores, que preferiu não ser identificado.

Além do comportamento introspectivo, o histórico escolar do adolescente era marcado por faltas constantes. No primeiro semestre deste ano, ele raramente compareceu às aulas, segundo os relatos.

“Infelizmente, não consegui ter nenhum sinal de alerta antes. Ele faltava bastante”, explicou um docente que lecionava para o jovem.

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Ausência de conflitos visíveis

Um ponto que intriga as autoridades e a comunidade escolar é a aparente falta de conflitos diretos envolvendo o aluno dentro do ambiente de ensino. Segundo o professor que concedeu entrevista exclusiva ao portal A GAZETA, o ambiente em sala de aula era considerado calmo em relação a ele.

“Não presenciei nenhum episódio de bullying com ele”, afirmou o professor, ressaltando que a conduta do jovem era de passividade e silêncio, e não de agressividade ou de alvo de perseguições visíveis no cotidiano escolar.

Contraste com ações educativas

A tragédia ocorreu em um período em que o Instituto São José reforçava debates sobre segurança e cidadania. Apenas uma semana antes do ataque, os alunos participaram de uma palestra com um delegado da Polícia Civil, onde foram discutidas orientações de prevenção e conduta ética.

Para os educadores, o fato de a violência ter se manifestado justamente após esses esforços de conscientização torna o episódio ainda mais brutal. A rotina de uma escola que buscava o diálogo foi interrompida pelo comportamento de um aluno que, por trás das faltas e do silêncio no “fundão”, planejava o ataque brutal que vitimou as servidoras Alzenir Pereira da Silva, 56 anos, e Raquel Sales Feitosa, 53.

As autoridades agora trabalham para identificar o que motivou o jovem e se houve influência externa ou acesso facilitado ao armamento, enquanto a rede de ensino do Acre discute como monitorar de forma mais eficaz os casos de evasão e isolamento extremo dos estudantes.

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