Programas sociais e benefícios injetam R$ 2,1 bilhões na economia do Acre
Os repasses federais destinados diretamente à população do Acre somaram R$ 2,1 bilhões até março de 2026, segundo dados do sistema GAIA, da plataforma Comunica BR, do Governo Federal. O montante reúne pagamentos de programas sociais, benefícios previdenciários e auxílios ao trabalhador.
Os números mostram o peso das políticas de transferência de renda na economia local, especialmente em um estado com menor dinamismo econômico e forte dependência de programas sociais. Entre os principais componentes desse volume de recursos estão iniciativas como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o seguro-desemprego, além dos benefícios previdenciários pagos pelo INSS.
Entre os principais programas, o Bolsa Família segue como um dos maiores responsáveis pela circulação de renda. Apenas em 2026, já foram pagos R$ 270,2 milhões, após o programa ter movimentado mais de R$ 1,1 bilhão em 2025. O benefício atende cerca de 123,2 mil famílias, com valor médio mensal de R$ 729.
Outro destaque é o Benefício de Prestação Continuada (BPC), voltado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. Neste ano, o programa já soma R$ 178,7 milhões, dando sequência a um crescimento contínuo, foram R$ 655,3 milhões em 2025. Atualmente, cerca de 37 mil pessoas recebem o benefício mensalmente no estado.
Os repasses também incluem recursos do seguro-desemprego, que já totalizam R$ 30 milhões em 2026, após alcançar R$ 188,8 milhões no ano passado.
Já os benefícios previdenciários, que historicamente representam a maior fatia dessas transferências, ultrapassaram R$ 1,6 bilhão em 2025, embora ainda não tenham valores consolidados para 2026 até março.
Outros auxílios, como o Auxílio-Gás, também aparecem na composição dos repasses, ainda que com menor impacto financeiro, o programa atendeu, em média, 45,5 mil famílias por mês até o fim de 2025.