Rendimento médio no Acre permanece entre os mais baixos do Brasil, aponta IBGE
O Acre permanece entre os estados brasileiros com rendimento médio mensal abaixo da média nacional, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgados pelo IBGE em 2025. O levantamento aponta que os trabalhadores acreanos estão na faixa de rendimento entre R$2,5 mil e R$3 mil mensais, enquanto a média brasileira alcançou R$3.560, maior valor da série histórica iniciada em 2012.
O mapa divulgado pelo instituto mostra que o Acre integra o grupo de estados das regiões Norte e Nordeste com menores rendimentos médios do país. Apesar do crescimento registrado nacionalmente nos últimos anos, o estado segue distante das médias salariais observadas nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, onde os rendimentos ultrapassam R$4 mil em diversos estados.
De acordo com o IBGE, o rendimento médio mensal real no Brasil cresceu 5,7% em relação a 2024 e 11,1% na comparação com 2019, período anterior à pandemia da Covid-19. A massa de rendimento mensal de todos os trabalhos também atingiu recorde nacional de R$361,7 bilhões. Mesmo assim, a pesquisa indica que o crescimento econômico recente não reduziu as diferenças históricas entre as regiões brasileiras.
A análise da PNAD Contínua destaca ainda que o Norte brasileiro apresentou crescimento nos rendimentos em 2025, mas sem alterar significativamente a posição da região no ranking nacional. No caso acreano, o avanço da renda ocorreu em ritmo insuficiente para aproximar o estado das unidades federativas com maiores médias salariais do país.
Os dados do IBGE consideram o rendimento médio mensal real das pessoas ocupadas com 14 anos ou mais, incluindo todos os trabalhos exercidos na semana de referência da pesquisa.