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Acre

Sindicato dos professores diz que escolas não estão preparadas para retorno após ataque no Instituto São José

Por AC24horas. 11/05/2026 11:48 Atualizado em 11/05/2026 11:48
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A presidente do Sindicato dos Professores do Estado do Acre, Alcilene Gurgel, afirmou que as escolas municipais e estaduais não reúnem condições de segurança para o retorno às aulas após o ataque ocorrido no Instituto São José. A declaração foi feita nesta segunda-feira (11), durante manifestação na Praça da Revolução, em Rio Branco.

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“Nós acreditamos que não era nem para ter iniciado as aulas no caso do município. Do estado ainda não iniciou, mas já está previsto para retornar na quarta-feira, o que a gente acha que é muito incipiente, porque efetivamente nós ainda não percebemos, não sentimos nenhuma medida tomada nem pela prefeitura, nem pelo estado em relação à segurança dos alunos, dos professores, de todos os trabalhadores da escola. Então, a escola não está preparada”, declarou Alcilene.

A dirigente afirmou que o episódio no Instituto São José repercutiu em todo o país e reforçou a necessidade de medidas concretas por parte do poder público. Segundo ela, o sindicato considera que o retorno às aulas é prematuro diante da ausência de ações efetivas de segurança. “Eles podem estar colocando detector de metais, antigamente tinha vigia, foi retirado. Tem uma série de medidas que podem tomar para realmente tentar coibir a violência na escola”, disse.

O ataque no Instituto São José ocorrido na última terça-feira (5) tem como suspeito um aluno da própria escola, de 13 anos. Ele teria levado uma arma de fogo pertencente ao padrasto e efetuado disparos, vitimando duas funcionárias e ferido outras duas pessoas.

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Alcilene também destacou o impacto emocional do episódio sobre os professores, categoria que, segundo ela, já vinha sofrendo com situações de violência e ameaças dentro das escolas antes mesmo do ataque no Instituto São José.

“Tem professor que está há tempo sendo ameaçado por alunos que dizem ´sou filho de fulano´ como forma de amedrontar. Hoje nós temos uma categoria adoecida que está precisando de assistência médica e de segurança, porque essa insegurança na escola é que está ocasionando tantos problemas psicológicos nos trabalhadores da educação”, afirmou.

A presidente do sindicato informou que as pautas relacionadas à saúde mental, segurança e saúde física dos professores já foram levadas à mesa de negociação com o estado e o município, mas sem resultado prático até o momento. “Infelizmente fica tudo no papel e efetivamente até hoje nem estado nem prefeitura fez nada”, concluiu.

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