Vítima de ataque em escola é velada em Rio Branco sob comoção e homenagens
A despedida de uma das vítimas do ataque ocorrido no Instituto São José reuniu familiares, amigos, colegas de faculdade e profissionais de saúde na manhã desta quarta-feira, 6, na Capela São João Batista, em Rio Branco.
A funcionária da escola e acadêmica de Enfermagem, de 36 anos, estava no 7º período e na reta final da graduação. Ela morreu após ser atingida durante o atentado registrado na tarde de terça-feira, 5.
Despedida marcada por emoção
Colegas de turma compareceram em grande número ao velório e destacaram a rotina intensa da estudante, que conciliava o trabalho no Instituto São José com as atividades acadêmicas no mesmo prédio.
A colega Jecinara Nascimento relembrou a convivência com a amiga. “A Raquel era uma pessoa muito querida pela turma, sempre uma aluna prestativa, atenciosa. A gente chegava ali no corredor da faculdade, porque além de ser funcionária do Instituto São José, ela já pegava direto da faculdade”, afirmou.
Segundo ela, a vítima era reconhecida pela força no dia a dia. “Ela é uma guerreira. Nunca demonstrou fraqueza pra gente. Vai deixar um espaço vazio agora na turma, vai deixar muita saudade”, disse.
Jecinara também destacou a forma como a colega tratava todos ao seu redor. “Podia até estar triste, mas sempre respondia com um sorriso”, completou.
Presença do Samu
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que atuaram no atendimento da ocorrência, também estiveram presentes no velório para prestar homenagem.
Um dos socorristas, Everaldo Azevedo, relatou como foi o momento do atendimento. “Saíram duas equipes avançadas e dois suportes básicos. Quando falaram que era ferimento por arma de fogo no colégio, a gente já sabia da proporção da situação, ainda mais sendo horário de aula”, afirmou.
Segundo ele, ao chegarem ao local, as equipes foram informadas sobre múltiplas vítimas.
“Disseram que tinha várias pessoas feridas e que algumas estavam no segundo andar. Quando a gente estava entrando, a polícia informou que o atirador ainda estava no local. Mesmo assim, subimos com apoio”, disse.
O socorrista descreveu o cenário encontrado. “A cena era aterrorizante. Quando chegamos, não pudemos fazer nada. Essa é a maior dor do socorrista, porque ela já estava em óbito”, relatou.
Everaldo explicou que a presença da equipe no velório foi uma forma de reconhecimento. “Nós nos reunimos e viemos fazer esse gesto pela bravura dela, pela dedicação como profissional”, afirmou.
Ele também fez um apelo por mais segurança nas escolas. “Que as autoridades pensem e reforcem a segurança. A gente espera que situações como essa não voltem a acontecer”, concluiu.
O caso segue sob investigação das autoridades.