Wesley Safadão rebate críticas sobre cachês públicos: “Não é crime
Em um ano eleitoral marcado por intensos debates sobre o uso de verbas públicas, o cantor Wesley Safadão resolveu enfrentar as críticas de frente nesta segunda-feira (04/05/2026). O desabafo ocorre poucos dias após a Justiça do Ceará determinar que o fundador do MBL, Renan Santos, remova vídeos onde chamava o artista de “novo ícone da corrupção”.
Trabalho, não Crime
Para Safadão, a polêmica é alimentada pelo período político. “Às vezes, as pessoas acham que é praticamente um crime, mas ninguém está cometendo um crime. Estamos executando nosso trabalho e ninguém coloca a faca no pescoço de ninguém para nos contratar”, disparou o cantor em entrevista ao G1.
O artista também defendeu o valor de suas apresentações, afirmando que a métrica do mercado é o retorno que o show traz para o município: “Não existe artista caro, existem artistas que não se pagam. Mas em ano político, tudo vira política”.
Vitória no Tribunal
A “treta” jurídica teve um desfecho favorável ao cantor no fim de abril. Renan Santos, que é pré-candidato à presidência, havia acusado Safadão de liderar um “esquema bizarro” que teria movimentado R$ 52 milhões em contratos com prefeituras do Nordeste entre 2024 e 2025.
O juiz Gerardo Magelo Facundo Junior, porém, entendeu que as falas de Renan ultrapassaram o limite da liberdade de expressão ao imputar crimes sem provas. O político teve o prazo de 24 horas para excluir as postagens sob pena de multa diária de R$ 5 mil.