Lideranças do PL afirmam que o vídeo de Michelle Bolsonaro que incendiou a campanha de Flávio não surtiu os efeitos negativos que eram temidos.
Correligionários da sigla afirmam que os chamados treckings mostraram que não teria havido queda nas intenções de voto do presidenciável após a publicação da gravação. Os trackings são levantamentos que não são registrados oficialmente pelos partidos.
No vídeo, Michelle falou de um telefonema que teve com Flávio no qual ele a “maltratou” e a “humilhou”. A ex-primeira-dama também disse que o senador comentou sobre sua falta de experiência política e pediu que ela ficasse fora das decisões envolvendo as candidaturas. Flávio negou as ofensas.
O estopim da crise foi a formação da chapa do PL no Ceará que apoiará Ciro Gomes (PSDB) ao governo do estado e que deixa de fora Priscila Costa, nome que Michelle queria para concorrer ao Senado no estado.
O maior temor na campanha de Flávio é que o vídeo de Michelle afaste mais o eleitorado feminino, o que foi herdado de Jair Bolsonaro.
As pesquisas eleitorais vão mostrar se os dos treckings do PL se confirmarão. Na quarta-feira (1º), o instituto AtlasIntel vai avaliar a opinião de eleitores sobre o vídeo. O levantamento ainda trará questões que apresentam cenários que pedem aos entrevistados que escolham entre a ex-primeira-dama e Flávio Bolsonaro, além de indicar qual deles estaria mais alinhado às posições do ex-presidente Jair Bolsonaro.

