O Rinovírus, vírus mais frequentemente associado ao resfriado comum, continua em expansão no Acre e consolidou-se como o segundo agente respiratório mais circulante no estado. A constatação está no Boletim Epidemiológico nº 21 sobre Síndromes Respiratórias, publicado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) na última quarta-feira (24), que aponta crescimento sustentado do vírus ao longo dos últimos três anos.
Segundo a análise da Sesacre, o Rinovírus já figurava entre os principais vírus respiratórios detectados em 2024 e 2025 e apresentou novo avanço em 2026, consolidando-se como o segundo principal patógeno em circulação no estado. Apenas o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) apresentou maior circulação no período analisado.
O boletim mostra que o perfil epidemiológico das doenças respiratórias mudou significativamente nos últimos anos. Se em 2024 predominava a circulação da Influenza A (H1N1), em 2026 o Acre passou a registrar um cenário de co-circulação de diferentes vírus respiratórios, com destaque para o VSR, Rinovírus, Influenza A não subtipada e Adenovírus. Para a Sesacre, essa mudança ajuda a explicar o aumento das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) observado neste ano.
Embora costume provocar quadros leves de resfriado, o Rinovírus pode causar complicações em crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas ou imunossuprimidas. O boletim ressalta que sua circulação ocorre em um contexto de elevada transmissão de outros vírus respiratórios, o que favorece o agravamento de infecções e contribui para a pressão sobre a rede hospitalar.
Em contrapartida, a Covid-19 perdeu protagonismo entre os vírus respiratórios identificados no Acre. Segundo a Sesacre, o SARS-CoV-2 apresentou queda importante em 2026, ficando abaixo dos níveis registrados em 2024 e muito distante do pico observado em 2025. Dessa forma, o coronavírus deixou de ocupar posição de destaque entre os principais agentes associados aos casos de SRAG no estado.
O boletim também registra aumento discreto na circulação de Adenovírus e Metapneumovírus, enquanto outros agentes, como Influenza B e diferentes coronavírus, mantiveram circulação residual durante o período analisado.
Diante desse cenário, a Sesacre recomenda manter a vacinação dos grupos prioritários, reforçar as medidas de higiene das mãos, etiqueta respiratória e vigilância epidemiológica. O objetivo é reduzir a transmissão dos vírus respiratórios e minimizar o impacto sobre a rede de saúde, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença.

