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Chupeta, mamadeira e ninar: Como agia a mulher de 37 anos que fingiu ter 12 e foi presa

Por Redação Juruá em Tempo.3 de junho de 20263 Minutos de Leitura
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A mulher de 37 anos presa nesta terça-feira (2) suspeita de se passar por uma adolescente de 12 anos agia como criança na família em que foi acolhida, em Joinville, Santa Catarina, segundo a polícia. Por 14 meses, ela usou chupeta, mamadeira e fingia ter crises de medo à noite para a mãe adotiva fazê-la dormir.

Ao GLOBO, o delegado responsável pelo caso, Rodrigo Bueno Gusso, disse que a “menina” contou à família que a acolheu que sofria abusos e maus-tratos e os motivos da aparência de idade avançada:

— Ela veio com uma história triste, disse que ela foi obrigada na infância a viver em uma casa de prostituição e que nesse local era obrigada a tomar hormônios para desenvolver um porte físico maior e, em razão desses supostos hormônios, ela aparentava ter uma fisionomia mais velha.

Ao tentar matricular a “menina” em uma escola ou formalizar o processo de adoção, a mulher entrava em pânico e dizia que o suposto pai biológico estava na cidade e iria tirar ela da família adotiva.

A mulher, que se passava por Gabriele e completará 38 anos na semana que vem, foi detida na casa das vítimas, no distrito de Pirabeiraba. Conforme a Polícia Civil, ela é investigada pelo crime de estelionato e falsa identidade. Ela confessou o crime.

Família não acreditou se tratar de um golpe
No decorrer da investigação, a polícia descobriu que a suspeita já tinha praticado o mesmo golpe em outros estados, inclusive já ter sido presa. A investigada tem passagens pelo Rio Grande do Sul, Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Ceará. Segundo o delegado, ela possuía “o mesmo modus operandi e a única coisa que mudava era o primeiro nome”.

Na semana passada, a polícia foi procurada por um parente da família “adotiva” e iniciou a investigação. Após levantar a ficha em outros estados, os investigadores chegaram a imagens da mulher e, ao mostrar as fotos para o parente, foi confirmada a identidade. Com base nisso, foram à casa da família vítima do golpe.

— A família teria sido sequestrada emocionalmente. Agiram de boa-fé, no sentido da solidariedade e acabaram ‘adotando’ essa ‘adolescente’. Em um primeiro momento [após a denúncia], eles não acreditaram muito na história de que se tratava de um golpe — descreve Bueno e explica: — Mas aí a gente conseguiu mostrar as provas irredutíveis ali de que realmente era uma farsante.

O delegado afirma que se trata de uma família “bem estruturada economicamente e socialmente” e que a “filha” recebia os melhores cuidados. A vantagem do estelionatário, segundo Bueno, não é só a obtenção monetária, mas pode vir de outro meio.

Por: O Globo.
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