Mãe e padrasto do menino Kaleb Gabriel da Cruz foram presos pela polícia no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (12). Condenados pelo homicídio da criança de 2 anos, os dois eram considerados foragidos. O casal estava escondido na zona oeste da capital, mas acabou localizado por policiais civis da 34ª DP (Bangu).
Os presos foram conduzidos à unidade policial, onde permanecerão à disposição da Justiça.
O menino foi levado à unidade pelo padrasto e a mãe. No local, eles contaram que a criança havia caído da cama enquanto brincava com o irmão caçula.
O casal alegou que foi orientado na UPA a procurar outra unidade de saúde para a realização de exames de imagem. Os dois teriam levado o menino ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, na mesma região. Lá, Kaleb foi submetido a uma tomografia, medicado e recebeu alta.
No entanto, no dia seguinte, ele não apresentou melhoras e retornou à UPA de Ricardo de Albuquerque. Segundo os médicos, ele já chegou sem vida. Na certidão de óbito, a causa da morte consta como traumatismo do abdômen com lesão do pâncreas consequente de pancreatite necrohemorrágica e peritonite por ação contundente.
O que diz a direção do Albert Schweitzer
Procurada, a direção do Albert Schweitzer disse que o menino deu entrada na unidade com lesão na face e vomitando. O hospital afirma que ele ficou em observação por quatro horas, foi medicado e fez um exame de imagem que não apresentou alterações. Após isso, a criança recebeu alta.
O que diz a direção da UPA
A direção da UPA afirmou que o paciente deu entrada na emergência na última terça-feira. De acordo com a nota, a mãe e o padrasto foram orientados a esperar para que a criança fosse encaminhada para o exame de tomografia, mas a levaram embora sem alta médica. No dia seguinte, Kaleb já teria chegado morto.

