A Petrobras informou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que pretende concluir, em 7 de agosto de 2026, a perfuração do poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial.
Os trabalhos tiveram início em 20 de outubro de 2025, um dia após a emissão da licença de operação pelo Ibama. A atividade estava sendo realizada pela sonda ODN-II (NS-42), da empresa Foresea.
Em janeiro deste ano, a perfuração foi interrompida após um vazamento de 18,44 metros cúbicos de fluido de perfuração em linhas auxiliares do riser, estrutura que conecta a sonda ao poço. O incidente ocorreu em 4 de janeiro e levou à paralisação temporária das operações.
A atividade foi retomada cerca de um mês depois, com autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em decorrência do vazamento, a ANP aplicou multa de até R$ 2 milhões à Petrobras após identificar falhas em procedimentos de testes, inspeção e manutenção dos sistemas de segurança da sonda.
O Ibama também penalizou a estatal em R$ 2,5 milhões. Segundo o órgão ambiental, o fluido derramado continha substâncias classificadas como de risco médio para a saúde humana e para o ecossistema aquático, conforme a legislação ambiental vigente.
Além disso, o Ibama aprovou recentemente a inclusão da sonda Amaralina Star, da Constellation, na licença de operação do bloco FZA-M-59. De acordo com a Petrobras, a medida busca ampliar a flexibilidade operacional das atividades exploratórias na Margem Equatorial.

