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Polícia Civil do Acre orienta delegacias a respeitarem dados atualizados de pessoas trans em boletins de ocorrência

Por Redação Juruá em Tempo. Fonte: Assessoria. 24/06/2026 às 07:45

A Polícia Civil do Acre orientou delegacias e demais unidades de atendimento a adotarem procedimentos específicos para evitar divergências no registro de ocorrências envolvendo pessoas trans. A medida foi tomada após manifestação do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), que identificou inconsistências relacionadas aos dados utilizados na confecção de boletins de ocorrência.

A orientação foi expedida pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil e encaminhada a todas as unidades policiais do estado.

Segundo o documento, as divergências podem ocorrer devido à integração do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp-PPE) com bases de dados da Receita Federal. Em alguns casos, as informações importadas automaticamente pelo sistema podem não refletir alterações documentais já realizadas pelos cidadãos.

Dados atualizados deverão ser considerados

A orientação estabelece que, quando a pessoa trans já tiver atualizado seus documentos civis, os dados deverão ser inseridos manualmente no sistema, respeitando as informações constantes nos documentos apresentados.

O documento também esclarece que o nome registrado nos documentos oficiais atualizados não deve ser tratado como nome social, mas como o nome civil da pessoa.

A medida busca evitar divergências entre os registros policiais e a documentação apresentada pelos cidadãos durante o atendimento.

Atendimento não pode ser recusado

Outro ponto destacado pela Corregedoria é que eventuais falhas ou inconsistências no sistema não podem resultar na recusa de atendimento ou no impedimento do registro de ocorrências.

A orientação determina que os servidores observem os princípios da urbanidade, do respeito e da dignidade da pessoa humana durante o atendimento ao público.

Atuação do MPAC

As providências foram adotadas após manifestação da Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania do MPAC, que apontou problemas relacionados ao registro de ocorrências envolvendo pessoas trans.

Para o Ministério Público, as medidas contribuem para garantir que os atendimentos realizados nas unidades policiais estejam alinhados aos direitos assegurados pela legislação e às informações constantes nos documentos oficiais dos cidadãos.

As orientações já foram encaminhadas às delegacias e demais unidades da Polícia Civil em todo o estado.

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