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Preços do petróleo despencam, e Bolsas globais sobem após acordo entre Irã e EUA

Por Redação Juruá em Tempo.15 de junho de 20263 Minutos de Leitura
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Os preços do petróleo despencaram nesta segunda-feira, após os Estados Unidos e o Irã anunciarem um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio. Por volta das 7h30 (hora de Brasília), o petróleo registrava queda de mais de 5%. O Brent para entrega em agosto, referência global do mercado, era negociado a US$ 82,89 o barril, com recuo de 5,08%, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, apresentava queda de 5,51%, cotado a US$ 80,20 o barril.

Enquanto isso, as bolsas asiáticas e europeias registraram alta, impulsionadas pelo acordo entre os Estados Unidos e o Irã. Nos EUA, os futuros também apresentavam alta no pré-mercado. Confira abaixo:

Na Ásia:

  • Tóquio: +4,99%
  • Seul: + 5,54%
  • Hong Kong: +0,50%
  • China: +2,39%

Na Europa:

  • Londres: +0,14%
  • Paris: +1,03%
  • Frankfurt: +1,17%

Nos EUA:

  • Futuro do Nasdaq: +2,00%
  • Futuro do S&P: +1,22%
  • Futuro do Dow Jones: +0,81%

Washington e Teerã chegaram a um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio “imediata e permanentemente” em todas as frentes, incluindo o Líbano, anunciou o mediador paquistanês na segunda-feira (horário local, noite de domingo em Brasília).

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que o Estreito de Ormuz seria reaberto após a assinatura do acordo na sexta-feiera. O tráfego por essa via navegável estratégica estava paralisado desde o início do conflito no final de fevereiro, provocando uma forte alta nos preços do petróleo. Um quinto do petróleo bruto mundial normalmente passa pelo Estreito de Ormuz.

“Antes do conflito, cerca de 140 navios transitavam pelo estreito diariamente. O tráfego melhorou, mas permanece bem abaixo do normal. Uma verdadeira reabertura teria, portanto, um impacto imediato (…)” nos preços do petróleo, disse Stephen Innes, analista da SPI Asset Management, no domingo.

Após acordo entre EUA e Irã, mais de 600 navios permanecem retidos e aguardam luz verde para cruzar o Estreito de Ormuz .

Os mercados globais de energia vêm sendo fortemente impactados pela guerra desde o início do conflito, no fim de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã com o objetivo de conter seu programa nuclear.

A resposta de Teerã incluiu ataques em diversas áreas do Golfo Pérsico e o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde, em tempos de normalidade, transitava cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente. Paralelamente, forças americanas também impuseram um bloqueio a embarcações ligadas ao Irã.

Após dispararem no início da guerra, os preços do petróleo perderam força nas últimas semanas diante dos sinais de aproximação entre Washington e Teerã e de indícios de retomada parcial dos fluxos de petróleo pelo estreito.

Além disso, países desenvolvidos recorreram às suas reservas estratégicas de petróleo, enquanto grandes importadores, especialmente a China, reduziram suas compras. Embora o acordo represente um importante alívio para os produtores de energia do Golfo, para a indústria global de transporte marítimo e para os consumidores, ainda existem obstáculos para a normalização completa do tráfego em Ormuz.

Entre eles estão a remoção de minas navais e a definição das novas exigências do Irã para o controle das embarcações que atravessam a região. Os contratos futuros de gás natural na Europa também registraram forte queda, chegando a recuar até 5,8%.

Por: O Globo.
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