O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado como prévia do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 0,5% em abril, em relação ao mês anterior, segundo o Banco Central (BC). No trimestre encerrado em abril de 2026 ante o trimestre encerrado em janeiro deste ano, 2026, o IBC-Br cresceu 1,2%.
Em abril, a indústria registrou variação de 0,4%, serviços e agropecuária ficou estagnada. O IBC-Br excluindo a agropecuária avançou 0,4% no mês, descontando fatores sazonais. Nos últimos 12 meses, o indicador avançou 1,6%.
O IBC-Br funciona como um termômetro da atividade econômica, que reúne dados dos setores da indústria, do comércio, de serviços e da agropecuária. Divulgado mensalmente, o indicador ajuda a acompanhar o desempenho da economia brasileira de forma mais rápida e frequente.
Já o resultado do PIB, divulgado pelo IBGE dispõe de um conjunto mais amplo de informações que oferece uma visão consolidada da economia.
Apesar de o indicador do BC estar ligeiramente abaixo dos 0,6% esperados pelo mercado, o resultado foi considerado positivo pelo economista Luis Otávio Leal, da G5 Partners.
— O único componente que não foi positivo foi o a agropecuária, que ficou zerado. O resultado no acumulado está em linha com o que a gente espera pro PIB desse ano, que é um crescimento de 2,1% em 2026 — disse Leal.
A professora do Insper, Juliana Inhaz, faz uma relação entre o resultado do IBC BR e a decisão do BC em relação à Selic (taxa de juros básica da economia), que será anunciada nesta quarta-feira.
— O Banco Central tem um dilema pela frente porque o IBC-Br é uma variável de atividade importante que revela uma economia mais aquecida, sujeita a pressões inflacionárias. O ponto é que a política monetária já está muito restritiva — disse Juliana.

