Chegou ao fim o prazo para que mulheres vítimas de violência doméstica e familiar pudessem garantir uma das vagas reservadas no programa CNH Social no Acre. O período de inscrições foi encerrado na última terça-feira, 30, registrando um total de 49 candidatas inscritas em todo o estado. O balanço oficial foi divulgado pela Secretaria de Estado da Mulher (Semulher).
Os dados acendem um alerta para o baixo índice de adesão. A pasta estadual chegou a estender o cronograma em duas ocasiões distintas na tentativa de impulsionar a busca pelo benefício. Apesar dos esforços para ampliar o alcance do projeto, o número final de inscritas representa apenas 19,6% das 250 vagas que haviam sido exclusivamente disponibilizadas para esse público.
De acordo com o planejamento inicial do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AC), a cota de 250 vagas destinadas às vítimas de violência correspondia a 5% do total das mais de 5 mil oportunidades oferecidas pelo programa em âmbito geral.
O processo de cadastramento teve início no dia 13 de abril e estava previsto para ser encerrado em 12 de maio. Diante da baixa procura, o prazo sofreu uma primeira extensão até o dia 11 de junho. Naquela data, a Semulher contabilizava somente 28 mulheres inscritas no sistema.
Buscando evitar o desperdício das vagas, o certame foi novamente prorrogado, fixando o limite final para o dia 30 de junho. A última janela de oportunidade surtiu um efeito parcial, atraindo mais 21 mulheres que formalizaram o cadastro pelo site do Detran-AC, consolidando o resultado final de 49 participantes.
O programa CNH Social visa proporcionar autonomia e inserção no mercado de trabalho para cidadãos de baixa renda e grupos vulneráveis, permitindo a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação de forma gratuita.

