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Como Haaland comandou a Noruega e entrou para a lista de carrascos do Brasil em Copas do Mundo

Por Redação Juruá em Tempo.6 de julho de 20263 Minutos de Leitura
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Não é exagero dizer que a atuação de Erling Braut Haaland pode ser considerada uma das maiores de um atacante nesta Copa do Mundo. Aos 25 anos, o camisa nove da Noruega fez os dois gols da vitória sobre o Brasil como quem meditasse no aguardo da hora certa para ser fatal. Em um Mundial marcado pela genialidade de Messi e Mbappé, Haaland foi o suprassumo da eficiência e chegou a sete gols, empatando com os dois craques na artilharia da competição. O camisa 9 concentrou todas as suas maiores qualidades — força, velocidade e precisão — em momentos específicos da partida, e aniquilou a seleção brasileira tal qual um predador que descansa na sombra, à espreita de que sua vítima ficasse distraída.

Carlo Ancelotti tentou. Provocou a frustração de Haaland, que se deparou com um sistema defensivo que o mantinha achatado entre Marquinhos e Gabriel Magalhães. Mesmo com a bola, a Noruega não encontrava espaço para acionar seu goleador. O atacante do Manchester City, ao perceber o cenário, descansou. Por vezes, mesmo com a sua seleção no campo de ataque, olhava para baixo. Parecia desanimado. E, principalmente, não desperdiçava energia. Ainda no primeiro tempo, em uma das primeiras vezes em que foi acionado com a defesa do Brasil mais adiantada, o centroavante ligou o motor. E acelerou como um tanque para cima da dupla de zagueiros, criando perigo.

A cena justificou o cuidado redobrado do Brasil em não adiantar sua defesa para trocar passes no campo da Noruega. Mas seria preciso arriscar. A seleção pentacampeã demorou, mas ensaiou uma saída da toca no segundo tempo. Antes disso, Haaland recuava um pouco mais, mas em poucos momentos fez o movimento de pivô para receber a bola e acionar seus companheiros. O mecanismo de ataque do camisa 9 era pegar impulso e disparar em direção à defesa, atropelando de fato quem aparecesse pelo caminho. Gabriel Magalhães e Marquinhos algumas vezes chegaram a ser derrubados, mas sustentavam a marcação.

Os golpes fatais

Então, pelo alto, veio o primeiro golpe fatal. A 10 minutos do fim do jogo, a Noruega tramou pelo lado esquerdo, e o cruzamento aconteceu sem marcação. Haaland caminhou pelo centro da área, se antecipou a Gabriel Magalhães e testou no canto de Alisson. A reação ao gol que encaminhou a vaga às quartas de final foi fria, como se soubesse que outra chance viria. Na sequência, com a confiança elevada, Haaland se preparou para eliminar um Brasil já nas cordas. Saiu da área, percebeu o espaço do mesmo lado esquerdo e teve tempo para receber parado, armar o corpo e chutar cruzado, um pombo sem asa, sem chance para Alisson mais uma vez.

— Se tenho uma ou duas oportunidades, normalmente elas terminam em gol. Não sei como faço isso, mas é assim. Tudo consiste em manter a concentração. Digo a mim mesmo que a chance vai chegar. Acho que estou começando a perceber que é um dom de Deus que a bola entre perfeitamente, rente à trave. É uma loucura — declarou um encantado Haaland ao fim do jogo. — Na história da Noruega, esta é a maior partida. Estou certo de que isso vai inspirar muitos jovens, como eu fui. Estamos orgulhosos.

Foi, certamente, um dos grandes feitos de Erling Braut Haaland, que ficará marcado para sempre como um dos maiores carrascos do Brasil em Copas do Mundo.

Por: O Globo.
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