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Como um microchip na bola salvou a Copa de Cristiano Ronaldo

Por Redação Juruá em Tempo.3 de julho de 20263 Minutos de Leitura
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A última Copa do Mundo de Cristiano Ronaldo esteve a segundos de terminar. Aos 41 anos, o craque português já acompanhava do banco de reservas o empate da Croácia nos acréscimos da prorrogação, resultado que levaria o duelo para uma disputa por pênaltis. Mas um detalhe invisível aos olhos humanos — e captado por um microchip instalado dentro da bola oficial do torneio — mudou completamente o destino da partida.

Após longa revisão do VAR, o gol marcado por Josko Gvardiol foi anulado por impedimento. O motivo foi um toque quase imperceptível de Igor Matanovic na bola durante a construção da jogada. Sem essa tecnologia, dificilmente seria possível comprovar o contato, praticamente impossível de ser identificado pelas imagens de televisão.

O lance aconteceu aos 13 minutos dos acréscimos. Ivan Perisic cruzou para a área, Matanovic tentou alcançar a bola e, na sequência, Mario Pasalic escorou para Gvardiol empurrar para as redes. A comemoração croata durou vários minutos, enquanto Cristiano Ronaldo observava apreensivo no banco, já substituído por Roberto Martínez.

A dúvida era simples, mas decisiva: Matanovic havia tocado na bola? Se não tivesse, Pasalic estaria em posição legal. Caso houvesse qualquer contato, por menor que fosse, o meia estaria impedido no momento do toque do companheiro, invalidando toda a jogada.

Foi então que entrou em ação a chamada Connected Ball Technology, sistema desenvolvido pela Adidas em parceria com a Kinexon. A bola oficial Trionda possui um sensor de movimento instalado em seu interior, capaz de registrar centenas de leituras por segundo e identificar precisamente cada contato realizado pelos jogadores.

Os dados são enviados em tempo real para a cabine do VAR e aparecem na transmissão em um gráfico semelhante ao “Snickometer”, tecnologia popularizada no críquete para detectar leves toques entre bola e taco.

O sensor registrou um pequeno pico exatamente no instante em que Matanovic tentou cabecear a bola. A partir dessa confirmação, o VAR cruzou a informação com o sistema de impedimento semiautomático e concluiu que Pasalic estava à frente da linha defensiva portuguesa quando ocorreu o toque. O árbitro norueguês Espen Eskas anulou o gol, decretando a eliminação croata.

A decisão provocou revolta imediata dos jogadores e do técnico Zlatko Dalic, que voltou a criticar o uso do VAR.

— O VAR mata as emoções, mata tudo dentro de você. Fomos longe demais com essa tecnologia — afirmou o treinador após a partida.

Do outro lado, Roberto Martínez saiu em defesa da arbitragem e destacou justamente o papel da tecnologia.

— Não houve decisão errada nem decisão de sorte. As bolas agora têm um chip e o sensor mostrou que a bola foi tocada. Foi um lance claro — declarou o treinador português.

Por: O Globo.
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