Close Menu
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
Últimas
  • Revista relembra médico do Acre que criou cirurgia usada no mundo todo
  • PGE abre processo seletivo para estágio em jornalismo e administração com bolsa de R$ 1,2 mil no Acre
  • Cidade no Acre abre seleção para estágio com 30 vagas e bolsa de R$ 400 para estudantes
  • MPAC recomenda afastamento de servidor por suspeita de assédio moral em hospital do Acre
  • Polícia Civil apreende R$ 14 mil, veículos e bloqueia contas em operação contra golpe na venda de carros
  • Zé Felipe se revolta com Vini Jr: “Toma no c*. Cumprimenta minha chibata”
  • Sete sinais de que sua vida financeira está desorganizada
  • iPhone dobrável pode chegar com poucas unidades e preço alto
  • Luís Roberto retorna à Globo após diagnóstico de câncer: ‘Estou a caminho da cura’
  • Hamas anuncia que deixará governo de Gaza e abre caminho para liderança civil
Facebook X (Twitter) Instagram
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
segunda-feira, julho 6
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
Home»COTIDIANO

Morre homem que organizou “velório em vida” após diagnóstico de câncer

Por Redação Juruá em Tempo.6 de julho de 20263 Minutos de Leitura
Compartilhar
Facebook Twitter WhatsApp LinkedIn Email

Tiago Martins Pitthan, o homem que decidiu organizar o próprio velório porque não queria “faltar” à despedida, morreu aos 49 anos, em Campo Grande.

Diagnosticado com câncer de estômago em estádio avançado, Tiago transformou o que costuma ser um momento de ausência em presença, e reuniu amigos, familiares e até desconhecidos em uma festa para celebrar a própria história.

No domingo (5/7), Tiago publicou um último vídeo nas redes sociais, deixando uma mensagem de despedida. “Estou bem, em paz, feliz. Valeu a pena. Tudo valeu a pena. Tive uma vida boa e é isso. Eu venci. Um beijo do Bom Sujeito.”

A frase resume bem a forma como Tiago escolheu viver o período após descobrir que o câncer não tinha mais possibilidade de cura. Desde o diagnóstico, ele dizia que não queria controlar a morte, mas sim as coisas que ainda podia fazer. Com isso em mente, no dia 30 de maio, Tiago organizou e esteve no próprio velório.

O antigo galpão de uma cervejaria em Campo Grande recebeu bandas, amigos, rodas de conversa e uma programação pensada por ele em detalhes. Teve bossa nova, samba, rock, flash mob e um aquarelista pintando a festa em tempo real.

Houve também o momento de subir no palco. Mesmo sem nunca ter tocado um instrumento antes, Tiago começou a aprender depois que a doença avançou.

A relação de Tiago com o diagnóstico nunca foi de negação. O câncer foi descoberto em março de 2024, após meses de sintomas. No réveillon anterior, durante uma viagem a Bonito (MS), ele percebeu que não conseguia mais comer normalmente, sentia o estômago cheio logo na primeira garfada e vomitava.

A endoscopia revelou um adenocarcinoma gástrico, o tipo mais comum de câncer de estômago. A princípio, ele passaria por uma cirurgia para retirada do órgão, mas, durante o procedimento, os médicos encontraram metástases no intestino, no peritônio e sinais de comprometimento pulmonar. E foi concluído que a cirurgia curativa deixou de ser uma opção.

Mesmo durante o tratamento, Tiago continuou trabalhando, treinando e mantendo a rotina o maior tempo possível. Com a progressão da doença, perdeu peso, ficou mais fraco e passou a conviver com mais limitações. Apesar disso, seguiu fazendo planos, voltou a Bonito, desceu 70 metros de rapel até o Abismo Anhumas, e ainda saltou de paraquedas.

Quando decidiu organizar o próprio velório, Tiago já pensava no que viria depois. Separou senhas, definiu o destino de objetos pessoais e conversou com pessoas próximas. A mãe, que cuidava dele durante o tratamento, acompanhou de perto os últimos meses. Tiago havia voltado para Campo Grande justamente para ficar próximo dos pais e ajudar a cuidar deles.

Com o avanço da doença, fazia quimioterapia paliativa e imunoterapia. O objetivo já não era eliminar o tumor, mas tentar controlar a progressão e preservar qualidade de vida. Mas ele dizia não ter medo da morte, mas do caminho até ela, de sentir dor, ficar preso na cama e deixar de fazer as coisas que queria.

Por: Correio Braziliense.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Sobre

  • Diretora: Midiã de Sá Martins
  • Editor Chefe: Uilian Richard Silva Oliveira

Contato

  • [email protected]

Categorias

  • Polícia
© 2026 Jurua em Tempo. Designed by TupaHost.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc cancelar.