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Policial militar é condenado a 21 anos de prisão por matar amigo e colega de farda

Por Redação Juruá em Tempo.9 de julho de 20263 Minutos de Leitura
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Um policial militar foi condenado a 21 anos de prisão pelo homicídio qualificado de um amigo e colega de profissão durante julgamento realizado pelo Tribunal do Júri de Porto Velho. A condenação foi obtida pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO), após o Conselho de Sentença acolher a denúncia e reconhecer que o crime foi praticado por motivo fútil e mediante traição.

O homicídio ocorreu na madrugada de 18 de janeiro de 2023, por volta das 4h, na Avenida Pinheiro Machado, entre as ruas Marechal Deodoro e Joaquim Nabuco, na região central da capital.

De acordo com o promotor de Justiça Marcus Alexandre de Oliveira Rodrigues, responsável pela acusação, o réu e a vítima integravam a Polícia Militar de Rondônia e mantinham uma relação de amizade construída ao longo dos anos. Segundo o MPRO, essa confiança foi utilizada pelo condenado para surpreender a vítima e cometer o crime.

 Crime aconteceu dentro de veículo

As investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios apontaram que a vítima fazia a segurança de um empresário e, na noite do crime, participava de uma confraternização em um estabelecimento comercial, onde consumia bebida alcoólica.

Durante o encontro, o policial convidou o colega para participar da reunião. Ao deixarem o local, ambos seguiram em uma caminhonete, conduzida pela vítima, enquanto o acusado ocupava o banco traseiro do veículo.

Segundo a investigação, quando o veículo passava pelo cruzamento da Avenida Pinheiro Machado com a Rua Marechal Deodoro, o réu sacou uma pistola calibre .40 e efetuou dois disparos contra a vítima, atingindo a nuca e a parte posterior da cabeça. Ferido, o motorista perdeu o controle da direção e colidiu contra um automóvel estacionado.

 Discussão anterior motivou o homicídio

Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a motivação do crime estaria relacionada a um desentendimento ocorrido durante uma festa realizada em 25 de dezembro de 2022. Na ocasião, a vítima teria repreendido o comportamento do acusado.

Ainda segundo a investigação, testemunhas relataram que, após esse episódio, o policial afirmou que mataria o colega.

Para o MPRO, o homicídio foi motivado por uma razão considerada fútil e executado de forma traiçoeira, já que o condenado aproveitou a posição que ocupava no banco traseiro do veículo e a relação de confiança existente entre os dois para surpreender a vítima, sem qualquer possibilidade de defesa.

 Família acompanhou o julgamento

Familiares do policial morto acompanharam toda a sessão do Tribunal do Júri. Após a sentença, a irmã da vítima afirmou que a condenação representa um alívio para a família e classificou o resultado como a concretização da justiça após mais de três anos do crime.

Portal SGC

Por: redação.
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