O candidato ao Senado por Rondônia Bruno Scheid (PL) fez declarações ofensivas contra a ex-ministra Marina Silva (Rede), que disputa uma vaga ao Senado por São Paulo nas Eleições 2026. Durante entrevista a um podcast, o candidato afirmou que a política estaria “fazendo hora extra” e disse que Deus deveria “chamá-la”.
Ao falar sobre o retorno do Partido dos Trabalhadores (PT) ao cenário político, Scheid fez referência à trajetória de Marina no Acre e à atual candidatura dela em São Paulo.
“O que o PT trouxe de volta é horrível. Aquela tartaruga que o Acre não quer mais ela. Aquele jabuti que de quatro em quatro anos aparece. Tá lá candidata em São Paulo”, afirmou.
Marina nasceu no Acre e construiu parte de sua trajetória política no estado, onde foi vereadora de Rio Branco, deputada estadual e senadora por 18 anos.
“Porra, desculpa falar, vou fazer um comparativo: é o tipo de gente que já está fazendo hora extra. Deus tinha que chamar aquilo para ir descansar. Filha, você tá enchendo o saco dos outros pra caralho aí”, declarou.
Questionado pelo jornalista Vinícius Canova se a declaração significava que ele desejava a morte de Marina, o candidato recuou e negou essa intenção.
“Não é que eu gostaria que ela morresse. É que ou ela deixa de falar as asneiras ou ela vai procurar outra atividade”, respondeu.
Bruno Scheid é pecuarista e atua como candidato do Partido Liberal (PL) ao Senado por Rondônia. Ele trabalhou como arrecadador de campanha de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022 e, desde o fim do ano passado, passou a utilizar “Bruno Bolsonaro” nas redes sociais.
Nesta terça-feira, 8, o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) proibiu que o candidato concorresse utilizando o nome de urna “Bruno Bolsonaro Scheid”, sob o argumento de que ele não possui o sobrenome do ex-presidente.



