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Contas externas têm déficit de US$ 5,1 bilhões em agosto, diz BC

O Brasil teve déficit nas contas externas de US$ 5,1 bilhões em agosto, conforme dados do Banco Central (BC). Em agosto de 2025, o indicador tinha registrado déficit de US$ 3,8 bilhões. O acumulado de janeiro a agosto soma US$ 43,5 bilhões.

As informações fazem parte do relatório de estatísticas do setor externo, publicado nesta segunda-feira (28/9). O documento reúne os valores desses tipos de movimentações financeiras mês a mês. O acumulado de janeiro a agosto soma US$ 43,5 bilhões.


Entenda as contas externas

  • As contas externas (ou transações correntes) são um dos principais indicadores sobre o setor externo do Brasil.
    O resultado das transações correntes é formado pelo balanço de pagamentos da compra e venda de mercadorias, balança de serviços e as transferências unilaterais.
  • Um saldo negativo (déficit) nas contas externas significa que o país enviou mais dinheiro para o exterior do que recebeu. Enquanto um saldo positivo (superávit) indica que o Brasil recebeu mais dinheiro do que transferiu para outros países.
  • Em 2025, o saldo negativo somou quase US$ 68,82 bilhões — o equivalente a 3,02% do Produto Interno Bruto (PIB).

Para o cálculo mensal das transações correntes, o Banco Central considera o saldo da balança comercial (diferença entre os valores das importações e das exportações), os serviços e a movimentação de renda para outros países.

No acumulado de 12 meses até agosto, as transações correntes somam déficit de US$ 63 bilhões, valor menor do que o registrado no mesmo período de 2025, de US$ 76,9 bilhões. Os valores indicam que o Brasil gasta mais do que recebe do exterior.

A balança comercial foi superavitária em US$ 6,6 bilhões em agosto. Em agosto de 2025, houve superávit de US$ 5,3  bilhões. Em agosto, as exportações totalizaram US$ 33,3 bilhões (+12,1%), enquanto as importações somaram US$  26,7 bilhões (9,4%).

Investimentos e reserva internacional

A entrada de investimentos estrangeiros foi inferior ao valor registrado em agosto do ano passado. Os investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 7,4 bilhões no mês, abaixo dos US$ 7,7 bilhões computados no mesmo período de 2025.

Nos últimos 12 meses até agosto, o IDP acumula US$ 86,6 bilhões em investimentos (3,39% do PIB), contra US$ 86,8 bilhões (3,44% do PIB) em julho deste ano e US$ 79,3 bilhões (3,64% do PIB) em agosto do ano passado.

O Banco Central também informou que o saldo das reservas internacionais do país aumentou US$ 2,9 bilhões na passagem de julho para agosto deste ano. Dessa forma, o Brasil tem estoque de US$ 372,6 bilhões para se proteger contra crises externas.