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Petrobras faz nova descoberta de petróleo em águas profundas do Amapá

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (2/10) uma nova descoberta de petróleo no poço Morpho, nas águas profundas da costa do Amapá. Segundo a estatal, a novidade deve ampliar o conhecimento sobre o potencial exploratório da área, além de fornecer informações adicionais para a avaliação dos sistemas petrolíferos da Bacia da Foz do Amazonas.

A empresa já havia encontrado petróleo no mesmo poço em 14 de agosto agosto com a presença de hidrocarbonetos.

Desta vez, com a continuidade da perfuração em uma região ainda mais profunda, foi identificada uma nova área com presença de petróleo.

Segundo comunicado divulgado pela Petrobras, a descoberta foi confirmada a partir de análises das rochas e de amostras de líquidos retiradas durante a perfuração.

Os estudos sobre a nova descoberta ainda estão em andamento. A empresa vai analisar em laboratório as amostras coletadas durante a perfuração e cruzar os resultados com os demais dados obtidos na região.

“As análises continuam em curso e as informações coletadas serão posteriormente caracterizadas por meio de análises laboratoriais e integradas ao conjunto de dados adquiridos durante a perfuração. No caso da descoberta divulgada em agosto, as análises já realizadas permitem confirmar a boa qualidade do petróleo encontrado”, diz a estatal.

Petrobras faz nova descoberta de petróleo em águas profundas do Amapá - destaque galeria

Descoberta em agosto

A Petrobras anunciou a identificação de hidrocarbonetos no poço exploratório. O petróleo é formado majoritariamente por hidrocarbonetos, composto por carbono e hidrogênio.

À época, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, explicou que, apesar de confirmar a presença de petróleo na região, a exploração do poço precisava ser concluída. “Ainda precisamos delimitar a descoberta, saber quanto petróleo de fato existe nessa área”, afirmou.

O aval para a perfuração do Poço Morpho se deu em 2025, sob forte pressão do amapaense para que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizasse a ação na Foz do Amazonas.

Em junho do ano passado, quatro empresas arremataram 19 blocos de exploração de petróleo entre a costa do Amapá e a do Pará: o consórcio entre a ExxonMobil e a Petrobras ficou com a maior parte (10 blocos) enquanto a Chevron e a Corporação Chinesa de Exploração de Petróleo (CNPC, da sigla em inglês), arrematou 9.