Mais de 158,7 milhões de brasileiros estão aptos a ir às urnas neste domingo (4/10) para escolher quem comandará o país e os estados a partir de 2027, além de renovar toda a Câmara dos Deputados e dois terços do Senado.
Cada eleitor fará seis escolhas: deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente da República. Ao todo, estão em disputa 513 cadeiras na Câmara, 54 das 81 vagas do Senado, 1.035 postos nas assembleias legislativas e 24 na Câmara Legislativa do Distrito Federal, além dos governos dos 26 estados e do DF.
Nesta corrida pelo Palácio do Planalto, a eleição repete parte do roteiro de 2022: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta a enfrentar um Bolsonaro. Desta vez, porém, Jair Bolsonaro está fora da urna, e o sobrenome aparece com o filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
O ex-presidente Jair Bolsonaro, que disputou as duas últimas eleições para o Planalto, está inelegível e cumpre prisão domiciliar. Ele foi condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Mesmo fora da disputa, teve papel decisivo na sucessão dentro de seu grupo político: foi ele quem escolheu Flávio como candidato.
A escolha, anunciada em dezembro de 2025, enfrentou resistência em setores da direita e dúvidas até dentro do bolsonarismo. Flávio atravessou os meses seguintes tentando consolidar a candidatura e chega ao primeiro turno como o principal adversário de Lula nas pesquisas.
Do outro lado, Lula chega às urnas atrás de um feito sem precedentes no país. Aos 80 anos, tenta ser eleito presidente pela quarta vez. Venceu em 2002, foi reeleito em 2006, deixou o Planalto no fim de 2010 e retornou ao cargo em 2023, depois de derrotar Jair Bolsonaro. Se ganhar novamente, permanecerá na Presidência até o início de 2031.
O petista passou o primeiro turno sem participar de debates e ampliou a presença em entrevistas, podcasts e redes sociais. Nos últimos dias, buscou aumentar o alcance entre os mais jovens, inclusive com ações ligadas a fã-clubes de artistas, enquanto o próprio presidente passou a fazer apelos frequentes para que eleitores com mais de 70 anos comparecessem às urnas.




