Acre é o estado com maior queda na taxa de desocupação no 2º trimestre no ano

Dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o Acre foi estado que mais apresentou redução na taxa de desocupação do país neste segundo trimestre de 2019. Os números foram comparados aos levantados pelo próprio instituto no trimestre anterior, quando o estado registrou a taxa de 64 mil pessoas em situação de desocupação.

O recuo foi de 4,4 pontos percentuais entre o primeiro trimestre, que registrou a taxa de 18%, e o segundo que ficou em 13,6% reduzindo o número de desocupados para 48 mil pessoas. Além do Acre, outros nove estados da federação apresentaram recuo e os demais permaneceram estáveis no mesmo período.

Expectativa é que também haja recuperação do nível de empregos formais dentro da economia acreana Foto: Odair Leal/Secom

O professor de Economia da Universidade Federal do Acre, Rubicleis Silva, explica que houve um crescimento na criação de empregos informais no estado neste segundo trimestre. Ou seja, houve um aumento no número de pessoas que se inseriram no mercado de trabalho sem um vínculo empregatício ou carteira assinada que lhes permita usufruir de algum benefício.

“Essa redução na taxa de desocupação se explica pelo aumento da criação de empregos informais. São empreendedores, cabeleireiros, donos de pensões, pessoas vendendo pizzas nos sinais, entre outros trabalhos informais, que vêm gerando renda e tirando essas pessoas da linha de desocupação”, explicou.

Ainda segundo o economista, a expectativa para o terceiro e o quarto trimestres é que a redução para a taxa de desocupação continue, e também haja a recuperação do nível de empregos formais dentro da economia acreana.

“O que acontece muito, e isso é comum para o aumento da taxa de desocupação no estado no primeiro trimestre do ano, é a demissão em massa dos contratos temporários, em razão das comemorações de fim de ano. Essas pessoas passam esses primeiros meses procurando uma ocupação e acabam encontrando de maneira informal. Para os próximos meses do ano, pelo que os dados da Caged apontam, a previsão é que também teremos um aumento do nível de empregos formais”, finalizou.

Por Lilia Camargo – Secom