Laurindo Pedro da Silva, de 107 anos, possui uma história marcada pelo trabalho e contribuição para a história do estado do Acre por meio de sua trajetória como ex-soldado da borracha e seringueiro. O homem, que é pai de oito filhos, protagonizou mais um momento simbólico nesta sexta-feira, 25, ao receber uma equipe da Polícia Civil do Acre em sua residência para receber o atendimento de emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN).
Segundo a equipe responsável, a ação de cidadania foi realizada diante das limitações de mobilidade do idoso. Na casa de Laurindo Pedro, foram coletados os dados necessários para a emissão do documento.

Aos profissionais, a família relatou que havia procurado informações sobre como dar início ao processo de retirada da documentação e verificou a necessidade de uma ida in loco.
Filha de Laurindo Pedro da Silva, Maria Zélia Alves pontuou que a família se preocupou já que o pai está debilitado, mas que foram surpreendidos com a iniciativa.
“Ficamos aflitos porque meu pai não anda mais e teríamos que levá-lo até o setor responsável para realizar os procedimentos. Mas, para nossa surpresa, a equipe veio até nossa casa e fez todo o procedimento. Foi muito importante para nossa família”.
Para o diretor do Instituto de Identificação, Júnior César da Silva, ações como essa representam o compromisso da Polícia Civil do Acre em garantir que o acesso à documentação alcance também pessoas que enfrentam dificuldades para se deslocar até os postos de atendimento.
“Esse é um trabalho que vai muito além da emissão de um documento. Estamos falando de cidadania, dignidade e inclusão. Quando identificamos que uma pessoa, especialmente um idoso ou alguém em situação de vulnerabilidade, não tem condições de se deslocar, a Polícia Civil busca alternativas para que esse cidadão também tenha acesso ao seu documento de identificação. É o Estado chegando até onde a população precisa”, destacou.
Ainda de acordo com o diretor, de janeiro a setembro, o Instituto de Identificação realizou cerca de 110 atendimentos em residências para auxiliar cidadãos que enfrentam algum tipo de dificuldade.
“Chegar ao atendimento de número 110 neste ano demonstra que essa é uma política que estamos fortalecendo. Cada atendimento representa uma história, uma família e uma pessoa que passa a ter seu direito à documentação assegurado. No caso do senhor Laurindo, temos ainda a oportunidade de reconhecer a história de um acreano que dedicou parte da sua vida ao trabalho como seringueiro e soldado da borracha”, acrescentou Júnior César.



