De fibras de buriti a cosméticos produzidos com bases nativas, a Loja Brasil Biomarket reúne produtos de empreendedores acreanos durante o Inova Amazônia Summit 2026, que termina neste sábado, 19, no Centro de Convenções da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco.
O espaço colaborativo busca aproximar pequenos negócios de novos públicos e apresentar diferentes possibilidades de empreendedorismo a partir da biodiversidade, dos saberes tradicionais e da identidade cultural do Acre e da Amazônia.
Segundo a assistente da loja, Iracema Justa, os empreendedores utilizam diferentes matérias-primas e técnicas na produção dos itens expostos. Entre os produtos estão cosméticos feitos com bases nativas, peças de crochê, calçados e artigos produzidos com fibras de buriti e sementes nativas.
“Então nós temos desde cosméticos feitos com bases nativas, até calçados produzidos com técnicas artesanais como crochê, fibra de buriti e sementes nativas também. Todas as peças, todos os empresários aqui trabalham com a exaltação amazônica. Com a exaltação das nossas frutas, das nossas madeiras, nossas sementes, sempre tentando mostrar a nossa cultura usando técnicas diferentes umas das outras”, explicou.
Loja funciona como vitrine para novos negócios
Além de apresentar produtos regionais, a Brasil Biomarket também oferece espaço para empreendedores que ainda estão desenvolvendo suas marcas. De acordo com Iracema, alguns participantes iniciaram os negócios há cerca de dois anos e utilizam a iniciativa para divulgar seus trabalhos e alcançar consumidores.
“É um espaço para novos empreendedores. Alguns começaram o negócio há pouco tempo, por volta de dois anos, então é a chance de vocês conhecerem um pouco o trabalho dessas pessoas que vêm apresentar a nossa cultura em várias versões”, destacou.
Durante o evento, os empreendedores mantêm pequenos mostruários com os principais produtos de suas marcas. Os visitantes podem conhecer os itens expostos e ter contato com outros produtos disponíveis nos catálogos dos participantes.
Para Iracema, a iniciativa demonstra como a bioeconomia pode estar associada ao empreendedorismo, à inovação e à valorização cultural, apresentando diferentes formas de produção no estado.
“A cultura acreana, ter esse evento aqui no Acre, é uma forma de mostrar que temos mais, merecemos sim serviços, temos ótimos trabalhos, temos ótimos produtos”, afirmou.



