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Previsão de El Niño pode prolongar estiagem e manter Rio Juruá em nível baixo

Nesta quarta-feira (9), o nível registrado do Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, foi de 3,99 metros, segundo o major Josadac Cavalcante, comandante do 4º Batalhão do Corpo de Bombeiros, que alerta para os riscos enfrentados por quem utiliza o rio para transporte.

De acordo com o comandante, setembro costuma registrar pouca chuva na região, o que contribui para a redução do nível dos rios. A tendência é que o Juruá permaneça baixo pelo menos até o final do mês.

“Hoje, o Rio Juruá, aqui em Cruzeiro do Sul, está na cotação de 3,99 metros. É um nível considerado normal para esse período”, explicou o major.

Apesar da medição próxima à ponte da União indicar quase 4 metros, o nível não representa as condições encontradas em todos os trechos do rio. Em algumas áreas, os canais ficam mais estreitos e rasos, dificultando a navegação.

O Corpo de Bombeiros também alerta para o risco de acidentes durante esse período. Segundo Josadac, já foram registrados casos de embarcações que colidiram com bancos de areia e troncos submersos.

A recomendação é que os condutores redobrem a atenção, principalmente nas viagens para Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e municípios do Amazonas. O comandante orienta ainda que, sempre que possível, as embarcações evitem navegar durante a noite, quando fica mais difícil identificar obstáculos.

“Já tivemos históricos, inclusive esse ano, de acidente com embarcação, de colisão com banco de areia, colisão com troncos no fundo do rio”, afirmou.

O cenário pode ficar mais complicado nos próximos meses. Segundo o major, previsões meteorológicas apontam para a possibilidade de um El Niño forte, com efeitos que podem reduzir as chuvas e prolongar o período de estiagem na região.

Caso a previsão se confirme, o nível do Rio Juruá poderá permanecer baixo por mais tempo. A situação pode dificultar principalmente a navegação de embarcações de grande porte, que costumam aumentar o volume de cargas transportadas a partir de novembro.

A redução da navegabilidade também pode afetar o transporte de mercadorias e, consequentemente, o abastecimento de municípios localizados no Alto Juruá.