Uma mulher apontada pela polícia como tesoureira da estrutura criminosa vinculada a Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi presa nesta terça-feira (08/09) por policiais civis da 28ª DP (Praça Seca). Shirley de Figueiredo Ângelo, conhecida como Manequim, foi localizada na Rodovia Presidente Dutra, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O traficante está preso em Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná, em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Condenado por mais de 300 anos de prisão, Beira-Mar se encontra custodiado há mais de 20 anos.
A investigada é alvo da polícia há mais de duas décadas por seu envolvimento com o tráfico de drogas. Após a prisão de Beira-Mar na Colômbia, em 2001, ela foi identificada pela Polícia Federal como responsável pelas finanças da organização. Seu nome também aparece no relatório final da CPI do Narcotráfico, instaurada pela Câmara dos Deputados.

Polícia prende suspeita de ser tesoureira de Beira-Mar
Casada com Marcos José Monteiro Carneiro, o Periquito, também apontado como integrante da organização criminosa, ela é investigada por, segundo a polícia, intermediar negociações entre o marido e outros membros da facção. As apurações dos investigadores apontam que o companheiro dela participava da compra de drogas e armas em países vizinhos, além do transporte e da comercialização desse material no Brasil. A mulher, por sua vez, também é suspeita de vender drogas na comunidade Parque das Missões, em Duque de Caxias, reduto de Beira-Mar.
A prisão ocorre sete meses após agentes da mesma delegacia terem participado da captura de outro integrante da organização, Marinilson Carneiro da Silva, o Habib’s, detido em fevereiro deste ano em Cabrobó, no sertão de Pernambuco. A operação da Polícia Civil fluminense ocorreu com o apoio da Polícia Civil de Pernambuco.
Apontado como um dos braços direitos de Beira-Mar, Marinilson seria responsável pela compra e distribuição de grandes carregamentos de droga destinados ao Comando Vermelho. Ele foi preso em 13 de fevereiro deste ano, no local conhecido como “Polígono da Maconha”. Segundo os investigadores, ele era um dos principais responsáveis pela aquisição e distribuição de drogas no atacado para a facção Comando Vermelho (CV). Marinilson negociava diretamente com os produtores da droga e inspecionava a qualidade dos entorpecentes destinados a diferentes comunidades do Rio do CV.
Segundo as investigações, Marinilson e Marcos — marido de Shirley — são irmãos. A polícia informou que os dois presos chegaram a ser sócios em uma empresa usada para o transporte de drogas do Rio para outros estados.
A prisão da mulher foi decretada pela Justiça Federal, que expediu o mandado pelos crimes de associação para o tráfico de drogas e colaboração com organização criminosa.



