O delegado da Polícia Civil do Acre (PCAC), Alcino Sousa, representou o Brasil nesta terça-feira (29) em um painel internacional promovido pelas Nações Unidas, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O encontro faz parte da programação do 15º Congresso da ONU sobre Prevenção do Crime e Justiça Criminal.
Indicado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o delegado acreano participou do painel “Do princípio à prática: avançando as técnicas de entrevista investigativa para acelerar a justiça”, que reuniu especialistas e representantes de diferentes países para discutir métodos de entrevista investigativa baseados em evidências e alinhados aos padrões internacionais de direitos humanos.
Durante a participação, Alcino apresentou a experiência desenvolvida no Brasil na introdução, capacitação e aplicação de técnicas de entrevista investigativa. Entre os exemplos apresentados estiveram os cursos de Investigação de Homicídios e de Combate às Organizações Criminosas, promovidos pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A presença do delegado levou ao debate internacional iniciativas brasileiras voltadas à formação de profissionais de segurança pública para a utilização de métodos de entrevista durante investigações criminais.
Experiência brasileira em debate internacional
Alcino Sousa integrou o painel ao lado de especialistas da Tailândia e da Noruega, além de representantes de instituições acadêmicas e organismos internacionais. Entre os participantes estavam integrantes da Procuradoria-Geral da Tailândia, do Instituto de Justiça da Tailândia, da Universidade Atitus e da Iniciativa da Convenção contra a Tortura (CTI).
A programação foi organizada pela Seção de Prevenção ao Crime e Justiça Criminal do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), com apoio do Brasil, Noruega, Tailândia, Centro Norueguês de Direitos Humanos e CogJus.
O objetivo do encontro foi promover o compartilhamento de experiências nacionais, discutir desafios e lições aprendidas e ampliar a cooperação entre diferentes países para a adoção de técnicas de entrevista investigativa nos sistemas de Justiça criminal.
Além das apresentações, o painel contou com uma sessão de perguntas e respostas com os especialistas. Um dos resultados esperados foi a criação de uma rede de colaboração e intercâmbio de conhecimentos sobre as práticas utilizadas em investigações.
“Grande satisfação representar o Brasil”
Ao comentar a participação no congresso, Alcino destacou a oportunidade de levar ao exterior experiências desenvolvidas no país e, ao mesmo tempo, conhecer métodos empregados por profissionais de outras nações.
“Para mim, é uma grande satisfação representar o Brasil, por indicação do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em um painel das Nações Unidas voltado à entrevista investigativa. Tivemos a oportunidade de apresentar a experiência brasileira na introdução, no treinamento e na aplicação dessas técnicas nos cursos de investigação de homicídios e de combate às organizações criminosas promovidos pelo Ministério da Justiça”, afirmou.
Segundo o delegado, o encontro também permite ampliar a troca de conhecimentos entre profissionais envolvidos na investigação criminal.
“É também uma oportunidade de trocar experiências com representantes de outros países e conhecer diferentes estratégias que podem contribuir para o aprimoramento da investigação criminal, sempre buscando uma atuação baseada em evidências e no respeito aos direitos humanos”, acrescentou.




