O candidato ao Governo do Acre Alan Rick, do Republicanos, apresentou durante entrevista ao podcast Papo Informal, com o jornalista Luciano Tavares, propostas para três áreas que, segundo ele, devem receber atenção caso seja eleito: valorização dos servidores públicos, combate à corrupção e saneamento básico.
Na área da educação, Alan afirmou que pretende criar condições para que os professores da rede estadual possam recuperar gradativamente os 10% na tabela salarial. O candidato disse considerar a reivindicação justa, mas evitou prometer que o reajuste será concedido imediatamente.
“Eu não vou prometer isso agora, mas vou dizer aos professores: nós vamos lutar por isso. É um pleito muito justo”, afirmou.
A proposta apresentada é reorganizar as contas e a estrutura do Estado durante o primeiro ano de uma eventual gestão. A partir do segundo ano, segundo Alan, o governo poderia retomar o diálogo com as categorias para reconstruir planos de carreira e reestruturar algumas carreiras do funcionalismo.
“A partir do segundo ano, teremos condições de sentar com as categorias e começar gradativamente a reconstruir os planos de carreira, reestruturar algumas carreiras e, quem sabe, voltar aos 10% dos professores”, declarou.
Para ampliar a capacidade de investimento sem aumentar impostos, o candidato disse que pretende trabalhar pela atração de novos investimentos e pelo fortalecimento da economia acreana.
Combate à corrupção
Durante a entrevista, Alan também criticou a atuação do atual governo no combate a possíveis casos de corrupção dentro da administração pública. Ele defendeu o fortalecimento da delegacia especializada responsável por investigar crimes contra a administração pública.
O candidato afirmou que a unidade já realizou operações e investigações relacionadas a suspeitas de irregularidades na própria estrutura do Estado, mas teria perdido força após mudanças na equipe.
“Ela foi desmontada, desarticulada. Os delegados que faziam um bom trabalho de investigar os indícios de corrupção dentro do próprio governo foram retirados da delegacia. Ela ficou três anos sem ter um delegado titular”, afirmou.
Alan disse ainda que, em sua avaliação, a existência de uma estrutura formal de combate à corrupção não é suficiente sem autonomia e condições de trabalho para os investigadores.
O candidato também acusou a atual gestão de não ter interesse em permitir investigações sobre possíveis irregularidades dentro do próprio governo.
“Não há interesse desse governo em fazer nenhum tipo de investigação de corrupção. Para não investigar o próprio governo, para não dar autonomia aos delegados para investigar as condutas do próprio governo”, declarou.
Caso seja eleito, Alan afirmou que pretende cobrar maior rigor dos secretários e garantir liberdade para que os órgãos responsáveis por fiscalização e investigação atuem.
“Vai ter um governo sério, um governo que não vai permitir que isso aconteça. Um governo que vai cobrar dos secretários seriedade e cumprimento dos seus deveres”, disse.
Água, esgoto e drenagem
O saneamento básico também foi apresentado como uma das prioridades do candidato. Alan afirmou que pretende ampliar o acesso à água potável, reduzir a exposição de famílias ao esgoto a céu aberto e investir em drenagem urbana.
Durante a entrevista, ele citou situações de moradores que enfrentam problemas com esgoto durante o período de chuvas.
“Você vê a população sofrendo. Gente dizendo: ‘chove aqui e o esgoto entra dentro da minha casa’. Isso é uma indignidade”, afirmou.
Para o candidato, o baixo investimento histórico em saneamento está relacionado a uma lógica política que privilegia obras mais visíveis. Ele defendeu que redes de água e esgoto, tratamento, drenagem e destinação de resíduos também sejam tratados como prioridades de infraestrutura.
“Durante muito tempo se ouviu falar que não tinha que investir em esgoto porque é dinheiro enterrado, não dá voto. Mas é por causa dessa mentalidade que o Acre está nessa situação de ausência de investimentos em saneamento, água tratada, esgoto tratado e drenagem urbana”, disse.
Alan defendeu uma atuação integrada, com ampliação do abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, drenagem urbana e melhoria da coleta e destinação de resíduos sólidos.
Segundo o candidato, o saneamento também deve ser tratado como uma política de saúde, devido aos impactos provocados pela falta de água adequada, esgoto exposto e alagamentos.
“Temos que enfrentar esse problema e garantir saúde para a nossa população”, concluiu.



