Três dias após a explosão de um compressor de ar-condicionado que matou os servidores Marcelo Correia da Silva, de 44 anos, e Erisson Guedes, de 18 anos, no Hospital do Juruá, e deixou a chefe do setor de manutenção com ferimentos graves, os funcionários da unidade de saúde tentar seguir a rotina normal de trabalho, mas não conseguem entender o que aconteceu na última sexta-feira (4).
Para apurar as causas do acidente, a Polícia Civil instaurou um inquérito que deve ser concluído em um prazo de 30 dias.
Os colegas de trabalho das vítimas preferem não falar sobre o assunto, que é o mais comentado nos corredores do hospital. Para eles, vai ser difícil superar o trauma do dia em que escutaram o barulho da explosão e da correria logo após o incidente.
No momento, sem noção do que tinha ocorrido, praticamente todas as alas da unidade foram esvaziadas, inclusive os pacientes que estavam na UTI foram retirados por questão de segurança.
O laudo pericial que deve apontar o que provocou a explosão deve ser concluído nos próximos dias. De acordo com relatório dos bombeiros, foi encontrado uma garrafa de gás utilizada para serviços de solda intacta e outra estourada que estaria sendo usada pelos servidores e possivelmente pode ter causado a explosão.
O inquérito para apurar o caso foi instaurado pelo delegado Alexnaldo Batista, que terá um prazo de 30 dias para concluir as investigações.
“A perícia esteve no local e todos os procedimentos necessários para o levantamento da verdadeira causa desse acidente estão sendo tomados e o laudo pericial está sendo elaborado pela polícia técnica. Tão logo esse laudo fique pronto, vamos dar ampla divulgação até para não gerar dúvidas para todas as pessoas da sociedade que lamentam e ficaram chocadas com esse acidente”, disse Batista.



