A Secretária do Meio Ambiente do governo do Reino Unido, Angela Eagle, pediu que britânicos comecem a estocar comida para se preparar para o Super El Niño que já começa a se formar no Oceano Pacífico – e pode ser o maior dos últimos 1.000 anosa.
Em entrevista ao jornal The Guardian na quinta (3), a ministra britânica alertou que o fenômeno deve causar “mais tempestades extremas no país”. Por isso, ela teme que haja uma sobrecarga dos serviços emergenciais.
“Estamos prestes a passar, provavelmente, pelo maior El Niño já visto, e que levará a verões mais secos e invernos mais úmidos, com mais tempestades extremas neste país. Causará muito mais danos na Ásia, com as enchentes, mas por isso acredito que precisamos levá-lo a sério”, comentou.
Eagle acredita que o El Niño pode comprometer as redes de abastecimento do país – inclusive de comida.
A recomendação da secretária surgiu depois que uma avaliação do Escritório Nacional de Auditorias (NAO, na sigla em inglês) concluiu que a cadeia de abastecimento de alimentos do Reino Unido está em risco devido a ciberataques e à crise climática.
Isto porque o governo seria dependente demais do setor privado para lidar com qualquer interrupção da entrega dos alimentos a mercados, bares e restaurantes.
O NAO também considerou que os lares do Reino Unido estão atrás daqueles de países da União Europeia em termos de preparação para desastres climáticos, e instruiu que ministros encoragem a população a imitar Finlândia e Suécia, por exemplo, e preparar estoques para cenários de falta de comida e água nas prateleiras de comércios e das residências por dias a fio.
Para remediar a situação ainda, o governo britânico prepara uma estratégia para lidar com emergências nacionais, qeu deve ser lançada até o fim do ano, segundo a rede BBC.



