Magoado, Petecão lembra Gladson que veículos para a Segurança foram adquiridos com emenda de R$ 47 milhões da bancada

Magoado. Assim ficou o senador Sérgio Petecão (PSD) que demonstrou desconforto por não ser lembrado na espalhafatosa chegada das novas viaturas para as polícias do Acre. Petecão fez uma postagem na manhã desta sexta-feira (15), em seu Facebook, agradecendo ao ministro da Justiça, Sergio Moro, os ex-parlamentares e atuais da bancada federal do Acre pela alocação de R$ 47 milhões para a aquisição das 120 caminhonetes para a Segurança do Acre.

O post do senador foi um recado direcionado ao governador do Acre, Gladson Cameli (Progressistas) e o vice Major Rocha (PSDB) que desfilaram pelas ruas de Rio Branco apresentando as visturas. “Agradeço também os ex-parlamentares e os atuais integrantes da bancada que, em consenso, alocaram R$ 47 milhões que foram investidos na aquisição desses veículos e de outros que já estão em circulação nas nossas cidades, bem como, novos fardamentos, armas e munições”, disse o parlamentar.

Visivelmente contrariado em não participar da festa da entrega das viaturas que aconteceu na quinta-feira (14) pelo governador Cameli e Rocha, mas sem a presença dele e dos demais parlamentares, Petecão disse que “Moro tem sido uma pessoa fundamental para que conseguíssemos liberar os recursos necessários para a aquisição dos veículos que chegaram no estado”.

Ao finalizar, para não parecer descortês com Cameli, o senador acreano mencionou o esforço do governador e equipe em “agilizar os procedimentos burocráticos para a aquisição dessas novas caminhonetes”.

Nos bastidores comenta-se que Gladson Cameli não digeriu a ordem de Petecão de deixar livre para que os parlamentares indicasse onde seriam alocados os R$ 20 milhões que cada um faz jus da emenda de bancada no Orçamento de 2020.

A emenda de bancada é um recurso que compreende aos 11 parlamentares e difere das emendas individuais que cada um tem direito. Ao fazer isso, Petecão fortaleceu a bancada federal. O fato ainda não foi bem aceito no Palácio Rio Branco e compreendido como uma “deslealdade”, pelos aliados.

  • Por Notícias da Hora.