Uma grande ofensiva de fiscalização no sistema penitenciário acreano foi concluída nesta quinta-feira, 24. A Polícia Penal do Acre finalizou as ações da 13ª fase da Operação Mute, iniciativa de âmbito nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), por meio da Diretoria de Inteligência Penitenciária (DIPEN), que visa combater as comunicações ilícitas no interior das unidades prisionais.
Iniciada no dia 21 de setembro, a operação mobilizou forças especializadas da Polícia Penal acreana e contou com o apoio estratégico da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). No Acre, as varreduras e revistas minuciosas ocorreram em estabelecimentos penais localizados nos municípios de Rio Branco, Senador Guiomard, Sena Madureira e Cruzeiro do Sul.
O encerramento das atividades no estado ocorreu na Unidade Penal Manoel Neri da Silva, em Cruzeiro do Sul.
Apreensões e combate ao crime organizado
Durante os quatro dias de inspeções intensivas nas celas e pavilhados, os policiais penais apreenderam 12 aparelhos celulares, além de chips de telefonia, carregadores e fones de ouvido. Também foram localizadas substâncias entorpecentes e materiais artesanais proibidos, incluindo estoques (armas brancas improvisadas) e “teresas”, cordas trançadas com pedaços de tecidos e lençóis utilizadas em tentativas de fuga ou circulação ilícita de objetos.
O chefe da Divisão do Estabelecimento Penal de Cruzeiro do Sul, Rogério Mesquita, destacou a relevância de interromper esses fluxos. Segundo ele, a apreensão desses equipamentos é indispensável para neutralizar tentativas de detentos de articular ações criminosas no ambiente externo a partir de dentro dos presídios.
O presidente do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) e da Polícia Penal do Acre, Leandro Rocha, ressaltou o alinhamento das forças locais com as diretrizes de segurança do governo federal.
“Esta operação demonstra a importância da atuação integrada e orientada pela inteligência no fortalecimento da segurança do Sistema Penal. A Polícia Penal do Acre segue alinhada às ações de âmbito nacional, contribuindo para o enfrentamento das comunicações proibidas dentro das unidades e para o aprimoramento dos mecanismos de controle. Nosso compromisso é atuar para fortalecer a segurança e a ordem na segurança pública acreana”, declarou Rocha.
Com o emprego de inteligência penal, a operação busca mapear e sanar vulnerabilidades dentro dos estabelecimentos penitenciários do estado, garantindo o isolamento dos apenados e a manutenção da ordem pública no Acre.



