Início / Versão completa
Mais Notícias

Quase 4 mil hectares já foram queimados na Capital

Por Redação Juruá em Tempo. 29/08/2016 14:40
Publicidade

Imagens de satélites analisadas por pesquisadores do Setor de Estudos da Terra e Mudanças Climáticas Globais (SETEM) do Parque Zoobotânico da UFAC revelaram que desde o dia 27 de julho passado quase 4 mil hectares de florestas localizadas no entorno da cidade de Rio Branco e em municípios vizinhos já foram destruídas por incêndios causados por agricultores ou surgidos espontaneamente em razão da seca severa que afeta a região.

Publicidade

Segundo Sonaira Souza da Silva, pesquisadora do SETEM/PZ/UFAC e Doutoranda no INPA, do dia 27 de julho passado até a tarde de hoje (26/08) já foram contabilizadas 3.850 ha de florestas incendiadas apenas nos municípios de Rio Branco, Bujari, Capixaba e Porto Acre. Até agora, Capixaba e Bujari foram os municípios mais afetados pelos incêndios florestais, com 1.450 e 1.200 hectares de floresta queimadas.

Segundo a pesquisadora, a maior parte das florestas queimadas em Capixaba localiza-se no entorno da Usina Alcobrás e existe a possibilidade de que esses incêndios florestais tenham se iniciado com a queima ocorrida nos canaviais adjacentes à usina.

Suspeita-se que parte da fumaça que tem poluído severamente a cidade de Rio Branco nestes últimos três dias seja oriunda da queima dos canaviais e das florestas do entorno da Alcobrás.

Publicidade

Sonaira Silva alertou que é preciso agir com firmeza para combater os incêndios nas florestas da região e evitar que a situação fique fora de controle. De outra forma, é possível que o desastre ocorrido durante a seca de 2005 possa se repetir neste ano.

Segundo a pesquisadora, em 2005, a maior parte dos incêndios que afetaram mais de 200 mil hectares de florestas nativas na região leste do Acre aconteceu a partir de meados de setembro. Em 2016, entretanto, os incêndios florestais têm sido detectados desde o final de julho e poderão, em razão da seca extrema que estamos vivenciando, se estender até outubro.

Questionada se a ‘crise da fumaça’ em Rio Branco poderá ser superada rapidamente, a pesquisadora e outros membros da equipe de pesquisa do SETEM/PZ/UFAC acreditam que tudo dependerá da diminuição no número de focos de calor na região leste do Acre e em estados e países vizinhos. Outra esperança é que a seca severa seja interrompida por chuvas abundantes que possam interromper a atual escalada de incêndios florestais observados na região.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.