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Há 17 anos, o Juiz de Paz Osmiro Siqueira une casais em Cruzeiro do Sul

Por Redação Juruá em Tempo.27 de fevereiro de 20192 Minutos de Leitura
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Osmiro Siqueira de Oliveira, de 69 anos, começou sua história em Cruzeiro do Sul como Juiz de pequenas causas. Até que precisou realizar um casamento civil por falta de Juiz e Paz e acabou ficando na função até hoje. 

Oliveira explica que o trabalho é voluntário e que não recebe nada do Tribunal de Justiça, apenas uma contribuição do cartório, já que pertence a iniciativa privada. 

Osmiro é homenageado pelos serviços prestados ao Tribunal de Justiça

Movido pelo amor à profissão, o juiz de paz conta que já realizou diversos casamentos, inclusive de personalidades e autoridades do Juruá. “Me sinto honrado e gratificado por exercer essa função, esse é um dever e uma obrigação de todos nós”.

O profissional esclarece sobre a principal diferença entre o casamento religioso e o casamento civil.

“O casamento religioso segue um dogma, um procedimento religioso, no período da cerimônia o pastor ou padre celebra a união. Mas a maior diferença é que o casamento religioso não separa e o civil, como nós conhecemos, é um contrato de normas e leis. Costumo dizer que é um contrato pelo amor”.

Com muitos anos de experiência, o juiz fala do processo de transformação que o casamento sofreu ao longo dos anos. 

“Antigamente, antes dessa mudança social que vivemos, o casamento civil era muito rápido. A pessoa chegava no cartório, o juiz formulava a pergunta e já efetuava o casamento de forma imediata. Era coisa de 4 minutos. Hoje, o casamento tem mais uma peculiaridade. Nós temos que falar da relação de família, expondo ao casal como deve ter uma relação duradoura. Casamento tem que ter muita paciência, amor e tolerância. Os dois estão constituindo uma família, e os dois devem ficar juntos até Deus separá-los. Essa é a missão de cada um quando escolhe viver a vida a dois”.

Para quem pretende se casar, Oliveira dá alguns conselhos para que os futuros noivos tomem a decisão certa.

“Primeiro, façam o alicerce a sua base, que é o amor um pelo outro. É esse amor que vai segurar a vida toda dos dois. A outra coisa é ter muita paciência e, por último, exercer o perdão. Sempre perdoar a falha do outro, porque o que gera o amor é o respeito um pelo outro”.

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