De acordo com o senador, os dois países financia o Fundo Amazônia como forma de impedir a soberania brasileira
O senador Márcio Bittar (MDB-AC), um dos vice-líderes do presidente Jair Bolsonaro no Senado Federal, voltou a bater duro no Fundo Amazônia, instituído no país no governo do então presidente Lula da Silva, em agosto de 2008, com o decreto de número 6.527, cuja finalidade seria a captação de doações para investimentos não-reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, e de promoção da conservação e do uso sustentável das florestas no Bioma Amazônia. Além do Brasil, fazem parte do fundo a Alemanha e a Noruega e esta seria a razão da preocupação de Márcio Bittar porque, segundo ele, a ingerência dos dois países na política brasileira em relação ao meio ambiente fere a soberania nacional.
“Esse Fundo foi criado para impedir o desenvolvimento da Amazônia brasileira”, disse o senador, ao apontar que iniciativa, bancada com recursos da Noruega e da Alemanha, um escândalo e pediu uma profunda investigação. A assessoria do senador informou que ele vem estudando inclusive a possibilidade de pedir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado para investigar o que considera um escândalo e um atentado à soberania nacional.
De com Bittar, foram assinados convênios com as secretarias municipais e estaduais de meio ambiente dos estados amazônicos, com a finalidade de que esses órgãos passassem a ser “correia de transmissão” dos interesses estrangeiros no Brasil. Assim, segundo senador, tanto a Noruega quanto a Alemanha de tentam determinar o que o Brasil pode e não pode fazer na Amazônia, violando a soberania nacional. Enquanto isso, avalia ele, ambos os países exploram, sem problemas, os seus próprios recursos naturais.
“A Noruega vive, pasmem, de petróleo e gás, de extração de combustíveis fósseis. No PIB [Produto Interno Bruto] da Noruega, os combustíveis fósseis respondem por 51%”, disse o senador. “Ou seja, eles podem, o Brasil não. Isso não pode continuar acontecendo”, disse.

