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No Acre, candidatos avaliam segundo domingo de provas do Enem como ‘tranquilo’

Por Redação Juruá em Tempo.10 de novembro de 20193 Minutos de Leitura
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Os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tiveram, neste domingo (10), que responder 45 questões de matemática e 45 questões de ciências da natureza.

Em Rio Branco, alguns candidatos começaram a deixar os locais de prova às 14h e consideraram o segundo dia de provas tranquilo, mesmo debaixo de muita chuva nas primeiras horas do dia.

Apesar das exatas assustarem um pouco, não intimidaram. O fato de não ter redação neste segundo dia fez com que quem fez a prova achasse o dia mais leve.

“Achei mais tranquilo, porque na primeira prova o que mais me incomodava era a questão da redação e tudo o mais. Foi tranquilo, até consegui fazer mais rápido do que a outra. Eu sei que teve questão de matemática, mas achei mais tranquilo. Pra mim, o mais pesado foi os cálculos, porque me levou mais tempo, mas deu pra ir tranquilo”, conta Jacyra Silva, de 18 anos, que faz o Enem desde 2016 e tenta entrar em medicina na Ufac.

Vinícius Nascimento tem 18 anos e faz medicina na Bolívia, onde ocorre os protestos contra Evo Morales. Mesmo diante dos protestos, ele conseguiu passar pela fronteira para fazer o Enem. A intenção é conseguir uma boa nota para fazer medicina na federal do estado.

“Foi tranquilo. Achei que fosse mais difícil. Eu faço medicina na Bolívia e pretendo voltar, esse é meu intuito. As mais complicadas foram as questões de química e física, que sempre tive dificuldade”, disse.

Grávida de seis meses, Wisna Santigado enfrentou a prova e chegou a ter uma alteração na pressão. Segundo ela, a gravidez é de risco e ela ficou nervosa. Passado o susto, ela foi atendida por uma enfermeira e disse que achou a prova tranquila. Ela quer fazer direito.

“Com relação ao domingo anterior é bem mais tranquilo, porque não tem a questão da redação do Enem, mas pra mim já é um pouco mais complicado porque não sou boa em exatas, mas foi bem tranquilo comparado ao domingo passado”, diz.

Aos 42 anos, Márcia Valéria está fazendo o Enem para tentar conseguir sua primeira graduação. Ela é recepcionista em uma creche e ela quer fazer pedagogia.

“Achei mais difícil, acho que me saí razoável. Tem umas questões que tenho certeza que ninguém estudou nada que caiu, acredito que foi muito diferente”, reclamou.

Thiago Rodrigues tem uma deficiência nas pernas, mas isso não o impede de focar no futuro. Animado, ele saiu da prova esperançoso.

“Achei que não foi difícil, não. Até que foi fácil. Demorei duas horas e meia, três horas. É focar no futuro, é sonhar além, ter novos sonhos, novos objetivos. Nunca desistir dos sonhos. Não é por causa da minha limitação que vou desistir dos meus objetivos. Então, sempre quero seguir em frente. Foco e fé”, disse.

Para o Thiago Albuquerque, a interpretação de texto foi necessária para resolver as questões. Disse que não foi uma prova difícil, mas cansativa.

“Por ser questão mais de interpretação e menos de conhecimentos gerais. Ela é uma prova muito extensa, não demorei muito, mas, mesmo assim, com pouco tempo fazendo ela, já me exauriu bastante. Meu professor sempre diz que o que muda as fórmulas são sua interpretação de texto. Ele diz que sem o português, a matemática não existe e foi o que eu vi nessa prova: bastante interpretação para eu poder montar os cálculos”, disse.

 

  • Por Alcinete Gadelha e Tálita Sabrina, G1 AC — Rio Branco
Por:
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