O presidiário Matheus Campanerutti Pinheiro, suspeito de matar a estudante de administração Dayane Kédila da Silva, em Capixaba, no interior do Acre, em setembro de 2017, fugiu do sistema penitenciário do Acre.
Conforme o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen-AC), ele participava de um curso de marcenaria, na última quinta-feira (14), no Polo Moveleiro de Rio Branco, quando se evadiu. O instituto abriu um procedimento administrativo para apurar a fuga.
Pinheiro foi preso em agosto de 2018 durante uma ação da Polícia Civil. Ele seria o homem encapuzado que invadiu a casa e atirou na estudante e na mãe dela. Vaquiria Roque, de 49 anos, ficou vários dias internada no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb).
O irmão da vítima, Weriton Roque, disse que a família está apreensiva com a notícia e acredita que o Iapen facilitou a fuga do suspeito.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2017/h/2/HWmWr9RyegIAZAwTl7Qw/capixaba.jpg)
“A gente fica apreensivo, porque ninguém sabe o que se passa na cabeça dessa pessoa. Ele tirou a vida da minha irmã, atirou na minha mãe, então um rapaz desse é muito perigoso. Além da preocupação, ficamos indignados com o Iapen que deixou com que isso acontecesse, porque ele não era para estar trabalhando. Facilitaram com certeza a fuga desse rapaz. Eu responsabilizo o Iapen pela fuga dele”, disse o irmão.
Em nota, o Iapen informou que nove presos da Unidade de Regime Fechado nº 3 participavam do curso de marcenaria no Polo Moveleiro, entre eles Pinheiro.
Durante o horário de almoço, os presos foram solicitados para ajudar a descarregar um caminhão de colchões que havia chegado no local. Depois de concluírem o serviço, eles foram levados para um galpão para esperar pelo almoço.
“Neste momento, a escolta responsável pelos presos, realizou uma ronda no entorno do local. Ao retornar, o preso Matheus Campanerutti Pinheiro, não se encontrava mais no ambiente. O diretor da unidade foi informado e providenciou uma equipe de buscas, no entanto, o detento não foi encontrado”, disse a nota.
Júri popular estava marcado
O irmão da vítima lembrou ainda que o júri popular de Pinheiro com relação ao crime contra a estudante estava marcado para o próximo dia 27 de novembro. Além do homicídio de Capixaba, Pinheiro é investigado por outras duas mortes ocorridas em Rio Branco.
“A gente também fica triste, porque estava marcado o julgamento dele. E o que nos deixa mais triste ainda é com esse sistema, com o próprio Iapen. Hoje faz uma semana que ele fugiu e tentaram abafar”, afirmou o irmão.
Ainda segundo o irmão da vítima, a mãe deles, que presenciou o crime e também foi atingida, ficou com sequelas. “Minha mãe não consegue movimentar normalmente uma das mãos por conta dos tiros que levou, além da dor de perder a filha, que não vai passar nunca. Ela também está muito apreensiva”, falou.
- Com informações do Portal G1.

