O Juruá em Tempo conversou com o professor de epidemiologia da Ufac, Marcelo Siqueira. Especialista em gestão e gerenciamento de saúde pública, ele falou sobre a principal diferença entre a H1N1 e o COVID-19.
Por que a gripe H1N1 não causou o mesmo colapso na economia que o novo coronavírus está causando? Segundo o professor, a resposta é muito simples.
“A propagação da H1N1 é muito mais lenta do que o poder de propagação do COVID-19. O H1N1 tinha um número de casos moderado e não alcançava um numero de casos tão rápido em poucos dias”.
E acrescenta: “Nós saímos de um numero zero, ano passado, para um número de quase um milhão de casos, em três meses. Esse é o grande problema do COVID-19. Essa velocidade faz com que um grande número de pessoas fique doente, e nenhum serviço de saúde no mundo está preparado para receber grande quantidade de pessoas, nem os Estados Unidos”.
Assim como outros especialistas e a Organização Mundial de Saúde (OMS), o professor afirma que a única forma de conter o avanço da doença é através do distanciamento social.
“Os países que não fizeram, destruíram sua economia de qualquer forma. Hoje, a Itália tem dez mil mortes e está tudo parado. O Canadá foi um dos primeiros países da América a adotar o distanciamento social. No final de janeiro, eles tinham zero caso e já estavam com a política de distanciamento social”.

