Rio Branco, Acre, 25 de fevereiro de 2021

Situação da saúde se complica em Marechal Thaumaturgo após ANAC suspender voos, diz diretor de hospital

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Com informações Folha do Acre
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O diretor da Unidade Mista de Saúde de Marechal Thaumaturgo, enfermeiro Lucas Freire, procurou a reportagem da Folha do Acre nesta segunda-feira (18) para alertar sobre os problemas enfrentados pela saúde na cidade da região do Juruá.

“A saúde em Marechal Thaumaturgo enfrenta mais um grande desafio após a ANAC suspender os voos a cidade, devido ao desgaste que a pista apresenta. Sabe-se que o ingresso ao município se dá somente por via aéreo e fluvial. O Hospital da Família de Marechal Thaumaturgo é um dos maiores beneficiados do acesso ao aeródromo, pois, garante assistência mediata aos pacientes em situações complexas que necessitam de apoio do hospital Juruá, que é a nossa referência”, disse Lucas.

Lucas afirma que mesmo com as dificuldades enfrentadas na cidade, pacientes que precisaram buscar atendimentos em outros hospitais foram assistidos pela equipe da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre).

“No momento que a decisão da Agência Reguladora foi tomada, recebemos todo o apoio da Sesacre, nossa coordenadora Catiana Rodrigues da Silva, referência da Regional de Saúde do Juruà/Tarauacá e Envira se manteve diligente e disposta. O governador do Estado, Gladson Cameli, nos garantiu um helicóptero para sanar as eventuais emergências nesse período em que a pista se encontra fechada. Durante esse episódio 3 pacientes nossos que necessitavam de tratamento fora do domicilio (TFD) foram surpreendentemente assistidos, inclusive um caso acometido pelo o covid-19. Agradeço ao nosso governador e gestores da Sesacre pelo o comprometimento e a visão que foi voltada para nós do Hospital da Família de Marechal durante esse período, foi de uma imensurável valia e aproveito para tranquilizar e pedir confiança da população”, disse.

Lucas disse ainda que a falta de médicos enfrentada em Marechal Thaumaturgo é um problema recorrente em cidades isoladas.

“A falta de profissional médico na unidade não é resultante da gestão, a Sesacre, assim como nós, estamos há algum tempo em busca de profissionais médicos para suprir tal necessidade, necessidade, essa que sempre teve em Marechal, sempre foi difícil encontrar profissionais médicos que queiram vir para a cidade. E a unidade tem duas médicas contratadas, atuantes. O contrato já nos foi cedido, basta um profissional médico pretender trabalhar conosco. E garanto, mesmo com a falta, sempre estivemos bem amparados”, concluiu.

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