Cruzeiro do Sul conta agora com uma casa de farinha móvel mecanizada para modernizar e fortalecer a produção do item agrícola na região. A estrutura adquirida pela Prefeitura ,chega como alternativa à produção tradicional, permitindo mais agilidade, redução de custos e melhoria na qualidade da farinha produzida pelos agricultores locais. A casa de farinha móvel vem com gerador próprio e equipada para funcionar em diferentes locais, como nos próprios roçados de mandioca.
Atualmente, Cruzeiro do Sul produz, em média, 500 mil sacas de farinha por ano, movimentando cerca de R$ 75 milhões, o que faz a diferença na economia do município. A proposta da prefeitura é ampliar essa produção com o uso da mecanização e fortalecer a cadeia produtiva, incluindo a comercialização.
O prefeito Zequinha Lima destacou o compromisso da gestão com o fortalecimento da agricultura familiar e a valorização dos produtores rurais. “Esse é um investimento importante para o nosso produtor. A casa de farinha móvel vai facilitar o trabalho no campo, reduzir custos e melhorar a qualidade da produção. Nosso objetivo é levar mais dignidade para quem vive da mandiocultura e fortalecer ainda mais essa cadeia produtiva que é tão importante para a economia de Cruzeiro do Sul”, afirmou Zequinha Lima, que conheceu o equipamento nesta quarta-feira, 22, acompanhado do secretário municipal de Agricultura, Nildson Moura e do deputado estadual Nicolau Júnior. A aquisição foi feita com emenda parlamentar do Senador Alan Rick, de R$ 201 mil.

“Ela conta com lavador e descascador, o catitu , prensa, peneira, forno e também gerador de energia. Isso significa que não precisa de rede elétrica, basta abastecer com diesel e pode funcionar em qualquer lugar, até mesmo no roçado, desde que tenha acesso e água limpa”, explicou Murilo Matos, técnico da Secretaria de Estado de Agricultura e idealizador do projeto de automatização das casas de farinha no Juruá.
Segundo ele, a mobilidade do equipamento também contribui diretamente para a qualidade do produto final. “A macaxeira, quando é colhida, começa a perder qualidade com o tempo. Com a casa de farinha no próprio local, o produtor consegue processar mais rápido e garantir uma farinha melhor”, destacou.

