Rio Branco, Acre, 21 de abril de 2021

Com salário atrasado pela prefeitura, gari é preso por não poder pagar pensão na capital

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Redação Juruá em Tempo.
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Um gari que presta serviços para a Prefeitura de Rio Branco foi preso por não pagar a pensão alimentícia do próprio filho por estar com seus salários atrasados há mais de três meses. A informação foi dada por um de seus colegas de trabalho nesta quinta-feira (4), durante uma manifestação na sede da Secretaria Municipal de Zeladoria da Cidade.

“Essa situação é um verdadeiro absurdo, a gente tem família pra sustentar, tem conta pra pagar, tem que por comida na mesa pra nossos filhos comer. Um amigo nosso foi até preso devido não ter o dinheiro pra pagar a pensão. Um trabalhador passar por uma humilhação dessa revolta qualquer um”, disse o profissional que preferiu não ter seu nome divulgado.

A Secretaria Municipal de Zeladoria da Cidade Rio Branco alega que os atrasos são motivados por problemas com a documentação de uma empresa terceirizada. Enquanto a prefeitura e a empresa não entram em um acordo, centenas de homens e mulheres que atuam na limpeza e manutenção de espaços públicos da capital acreana seguem trabalhando sem receber seus provimentos.

Os garis e as “margaridas” reclamam ainda das condições de trabalho. Segundo seu José Silva, nem água gelada a secretaria fornece aos trabalhadores.

“Pra você ter uma ideia nem água gelada eles dão pra gente. A gente trabalha no sol e nem água gelada a gente tem pra beber. A falta de respeito já começa daí. Eles precisam entrar em um acordo, fazer alguma coisa pra resolver nosso problema. A gente precisa receber nosso pagamento”, disse.

A reportagem não conseguiu contato com a Secretaria Municipal de Zeladoria da Cidade. Fica aberto o espaço para possíveis esclarecimentos.

Mari Viana, representante de uma das empresas terceirizadas, afirma que quem deve aos garis é a prefeitura, pois o dinheiro ainda não foi repassado.

“Que deve os servidores é a prefeitura, pois não foi feito o repasse para a empresa. Eles falam que a empresa está irregulas e depois falam que já fizeram o repasse para a empresa, mas esse dinheiro não foi repassado. O senhor secretário não atende as pessoas”, disse.

Viana também confirmou que um dos garis foi preso por não pagar a pensão alimentícia. “Teve funcionário que o oficial foi buscar ele no campo. O seu Medeiros não está aqui porque foi preso por não pagar a pensão”, disse.

Por Marcos Dione, para a Folha do Acre.

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